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Criminosos que fizeram golpe da “falsa lotérica” serão julgados; relembre caso

Golpe da falsa lotérica fez dezenas de vítimas em Belém e contou com a participação de diversas pessoas. Clique para saber como o grupo agia.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Pessoas na fila para entrar em uma Casa Lotérica

A Justiça marcou para o próximo dia 06 (terça-feira) a última audiência envolvendo o caso da “falsa lotérica”. O Tribunal de Belém vai terminar de ouvir as testemunhas de acusação e defesa dos 13 acusados de participar do esquema e depois passará para as deliberações finais.

O golpe aconteceu em 2021 e fez vítimas em vários lugares da grande Belém, capital do estado do Pará. De acordo com o processo, o juiz pode condenar os réus por associação criminosa, estelionato, apropriação indébita e fraude comercial.

Segundo a Polícia Civil, 64 pessoas foram alvos do crime e o prejuízo foi de mais de R$ 65 mil. Durante as investigações, os policiais apreenderam cerca de R$ 24 mil em dinheiro vivo com alguns dos integrantes do grupo de estelionatários.

Como funcionava o golpe da falsa lotérica?

Os criminosos atuavam em bairros populosos de Belém e Ananindeua. Eles alugavam um ponto comercial e montavam uma falsa lotérica no espaço. Em seguida, contratavam pessoas da região para fazer panfletagem e divulgar o novo ponto.

Conforme o depoimento das testemunhas, eles divulgavam que recebia pagamentos de contas de água, luz e boletos e que também faziam depósitos bancários. Assim, atraíam as pessoas que moravam por perto e que precisavam pagar as contas.

Entretanto, o grupo afirmava que o recibo de pagamento era enviado por telefone. Dessa forma, as vítimas não recebiam o comprovante de pagamento ou da operação financeira. Acontece que os criminosos não faziam a compensação dos valores.

Pontos ficavam abertos durante poucos dias

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Como as compensações não aconteciam, os criminosos ficavam com o dinheiro das pessoas, que percebiam o golpe quando recebiam uma notificação de atraso no pagamento. No entanto, quando iam procurar a falsa lotérica para reclamar, o ponto já estava fechado.

Para não chamar a atenção da polícia e da população, os pontos comerciais que os golpistas usavam ficavam abertos por cerca de apenas uma semana. 

Imagem: Rovenna Rosa/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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