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Revolução no mercado de criptomoedas: Câmara aprova lei que exige sede no Brasil para corretoras

Criptomoedas: a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que exige que corretoras de criptoativos tenham sede no Brasil.

MarinaPor Marina5 min de leitura
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Criptomoedas: a Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 12, um projeto de lei que impõe novas exigências às corretoras de criptoativos que operam no Brasil. A proposta, que agora segue para o Senado, visa aumentar o controle sobre o setor e fortalecer as medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Dentre as medidas mais relevantes, destaca-se a obrigatoriedade de que todas as corretoras de criptoativos estabeleçam sede no Brasil para operar no país. Isso significa que as empresas que negociam ativos digitais, como Bitcoin, Ethereum, e outras criptomoedas, terão de ter uma presença formal em território nacional, o que inclui a exigência de registros junto aos órgãos competentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Além disso, o projeto de lei também aborda a segregação patrimonial e a proteção dos fundos dos clientes, propondo que os recursos nas contas dos usuários e os criptoativos sob custódia das corretoras sejam tratados como patrimônio separado. Essas mudanças visam dar mais segurança ao mercado, proteger os investidores e evitar o uso indevido dos fundos dos clientes.

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Exigência de sede no Brasil para corretoras de criptoativos

Criptomoedas empilhadas sobre mesa com diversos nomes
Imagem: CMP_NZ/Shutterstock

Uma das principais inovações do projeto de lei aprovado pela Câmara é a exigência de que as corretoras de criptoativos estabeleçam uma sede física no Brasil. De acordo com o texto, as empresas que não tiverem uma unidade no país não poderão operar ou oferecer seus serviços a clientes brasileiros.

Essa medida tem como objetivo aumentar a transparência e o controle sobre as operações realizadas pelas corretoras. Com uma sede no Brasil, as autoridades terão maior facilidade para fiscalizar e monitorar as transações, além de garantir que as empresas cumpram as normas estabelecidas.

Além disso, o projeto exige que as corretoras registrem transações de valores superiores a R$ 10 mil realizadas em moeda nacional, moeda estrangeira, ativos virtuais, metais preciosos ou outros tipos de ativos. Transações suspeitas de envolver lavagem de dinheiro ou outras atividades ilícitas devem ser comunicadas imediatamente ao Coaf.

Medidas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro

O projeto de lei também estabelece uma série de medidas de compliance para as corretoras de criptoativos, com o intuito de fortalecer a prevenção à lavagem de dinheiro. Entre as principais exigências estão:

  • Identificação de clientes: As corretoras terão de identificar e manter cadastros atualizados de seus clientes. Além disso, devem implementar processos de verificação para garantir a integridade das informações fornecidas pelos usuários.
  • Políticas internas adequadas: Cada corretora deverá adotar políticas internas de controle, que sejam compatíveis com o porte e volume de suas operações.
  • Registro no Coaf: Todas as corretoras devem se registrar no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável pela análise de operações financeiras suspeitas de envolvimento com crimes, como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
  • Transações bancárias registradas: A proposta determina que toda transferência de reais ou moeda estrangeira entre o usuário e a corretora de criptoativos seja realizada por meio de uma conta bancária em nome do usuário, mantida em uma instituição autorizada pelo Banco Central.

Essas medidas são uma resposta ao crescente uso de criptomoedas para atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas. O projeto visa garantir que o setor de criptoativos opere de forma mais transparente e segura, protegendo os investidores e ajudando a combater práticas fraudulentas.

Segregação patrimonial e proteção dos recursos dos clientes

Outro ponto importante abordado no projeto de lei é a questão da segregação patrimonial. A proposta determina que os recursos dos usuários e os ativos virtuais sob custódia das corretoras sejam tratados como patrimônio separado. Isso significa que, em caso de falência ou liquidação judicial da corretora, os fundos dos clientes não poderão ser utilizados para cobrir as dívidas da empresa.

Essa medida tem como objetivo garantir maior proteção aos investidores, pois impede que os recursos dos clientes sejam comprometidos em situações de crise financeira da corretora. Além disso, a proposta visa aumentar a confiança do público nas corretoras de criptoativos, assegurando que os fundos dos investidores estarão seguros, mesmo em casos de falência.

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Penalidades para descumprimento das regras

Bitcoin
Imagem: Michael Wensch / Domínio Público

As corretoras de criptoativos que não cumprirem as novas regras estabelecidas pelo projeto de lei estarão sujeitas a penalidades administrativas. O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão responsáveis por aplicar as sanções, que podem incluir multas, suspensão das atividades e até mesmo a interdição da empresa.

Além disso, as corretoras que descumprirem as normas legais ou regulatórias também serão responsáveis pelos prejuízos causados aos clientes, devendo indenizar os investidores que forem afetados pelas infrações cometidas pela empresa.

O que esperar para o futuro do mercado de criptoativos no Brasil?

Com a aprovação do projeto de lei pela Câmara dos Deputados, o mercado de criptoativos no Brasil passará por uma série de transformações importantes. A exigência de sede no Brasil para as corretoras e a implementação de medidas de compliance são passos importantes para fortalecer a regulamentação do setor e aumentar a segurança para os investidores.

A proposta segue agora para o Senado, onde poderá ser discutida e eventualmente modificada antes de ser sancionada pelo presidente. Caso a medida seja aprovada sem alterações, espera-se que o mercado de criptoativos se torne mais organizado, seguro e transparentes, criando um ambiente mais propício para o crescimento e desenvolvimento de novos investimentos digitais no Brasil.

Marina

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