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Crise na 123milhas afeta vendedores de milhas aéreas

Após o pedido de recuperação judicial da 123milhas, diversos vendedores ficaram no prejuízo e esperam pagamento. Entenda!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
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Após a crise econômica que a 123milhas enfrentou nos últimos tempos, diversos consumidores foram afetados. No entanto, há uma parcela deles que foram muito mais prejudicados no pedido de recuperação judicial: os vendedores de milhas.

Esse nicho sofreu grande impacto após as polêmicas envolvendo a empresa e a HotMilhas, ambas dos mesmos donos. De acordo com reportagem feita pelo jornal Folha de S. Paulo, os prejuízos são enormes e há grande incerteza no recebimento dos valores.

Saiba mais sobre crise após polêmica com a 123milhas

celular com aplicativo da 123 milhas
Imagem: rafaelnlins / shutterstock.com

São muitos vendedores de milhas que se utilizam dessa funcionalidade para conseguirem se sustentar. Alguns declararam, para a reportagem, que os valores que a empresa devia eram de R$ 120 mil, mas acredita-se que tenham perdas ainda maiores, na casa dos R$ 400 mil.

Diversos influenciadores ensinavam ao público como utilizar das funções da venda das milhas para conseguir o dinheiro extra. Heron Alonso, que comercializava os cursos Mapa das Emissões e Código de Milhas, contou mais sobre como funcionava as emissões para a 123Milhas e HotMilhas:

“É relativamente simples. Basta saber gerar a milha com baixo custo e depois revender. Aproveitar uma promoção para comprar pontos, transformar em milhas e revender. Muitas pessoas investiram nisso e, como deu certo nas primeiras vezes, começaram a colocar o que não tinham: parcelaram no cartão de crédito, agiotagem… Compra parcelado em 12 meses, recebe o pagamento em cinco e cria um pequeno capital de giro”, compartilhou Alonso.

Veja como funcionava a compra de milhas pelas empresas

Quem escolhia a 123milhas e a Hotmilhas para realizar as transações, passava pelo seguinte processo: o dono das milhas compartilhava o acesso aos programas de fidelidade. A empresa, então, ao vender uma passagem aérea, utilizava as milhas dessas contas para pagar as companhias aéreas e emitir a passagem para o comprador.

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Assim, quem utilizou desse recurso para comercializar as milhas para as empresas, tinha um prazo de 5 meses para o recebimento do valor. Porém, após as polêmicas e o pedido de recuperação judicial, entraram na lista dos credores.

Ademais, diversos vendedores utilizavam dos cadastros de outros familiares para conseguirem ultrapassar o limite de 25 CPFs impostos pelas companhias aéreas. Essa era uma estratégia amplamente utilizada para conseguir maximizar os lucros.

Imagem: rafaelnlins / shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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