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Crise na China faz juros caírem no Brasil; entenda

Crise na China impulsiona queda de juros no Brasil: descubra os impactos dessa turbulência econômica global.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
Dados

Nesta quarta-feira (31), no mercado brasileiro de contratos futuros de juros, as taxas tiveram movimentos distintos, com os prazos mais longos apresentando baixa e os prazos mais curtos registrando uma leve alta.

Em suma, essas variações foram impulsionadas por uma combinação de fatores econômicos globais e internos. As taxas de prazos mais longos foram influenciadas principalmente por dados econômicos divulgados na China e pelo recuo das commodities nos mercados internacionais.

A queda na atividade industrial e no setor de serviços na China, em comparação com o mês anterior, gerou preocupações sobre a desaceleração da economia global. Além disso, as cotações de petróleo entraram em declínio, indicando possíveis sinais de fraqueza na atividade econômica.

Acordo dos EUA e cenário global afetam taxas de juros

Os investidores também ficaram de olho nos desdobramentos do acordo para ampliação do teto da dívida nos Estados Unidos, que poderia ser votado no Congresso no mesmo dia. Essa incerteza política contribuiu para a queda dos rendimentos e, portanto, das taxas de juros.

Rafael Pacheco, economista, destacou que o cenário externo foi o fator chave para os movimentos das taxas, com os rendimentos em queda e o dado econômico chinês mais fraco.

O economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, também ressaltou o impacto do movimento das commodities na queda das taxas, como o petróleo.

Internamente, os dados de inflação favoráveis ajudaram a impulsionar a queda das taxas. No entanto, mesmo com a reação das taxas de prazos mais curtos, as de prazos mais longos continuaram em baixa até o final do dia.

Mercado reage aos EUA e à queda de rendimentos e petróleo

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Além disso, a curva a termo precificava apenas 10% de chances de o Banco Central reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual no próximo encontro de política monetária em junho. A probabilidade de manter a taxa em 13,75% ao ano era de 90%.

No cenário externo, os investidores também repercutiram os números da pesquisa mensal Jolts dos EUA, que indicaram um aumento nas vagas de trabalho disponíveis.

Os rendimentos dos títulos do tesouro americano de dez anos apresentaram queda, e as cotações do petróleo Brent e do petróleo dos EUA também estavam em declínio.

Imagem: Bigc Studio/ shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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