Na manhã desta quarta-feira (8), a Marisa anunciou que está negociando seu passivo. No entanto, ao contrário da Americanas, a varejista do setor de vestuário não pediu proteção judicial. Dessa forma, irá conversar com as instituições financeiras para tentar reescalonar suas dívidas que já chegam a R$ 600 milhões, de acordo com o Estadão/Broadcast.
Crise nas Lojas Marisa: dívida milionária é revelada
A Marisa conversará com as instituições financeiras para tentar reescalonar suas dívidas e ampliar o prazo de pagamento. Confira o valor!
À vista disso, a Marisa deu início ao processo de reestruturação em 2017. Contudo, com as dificuldades enfrentadas durante a pandemia da COVID-19, entre 2020 e 2021, teve uma queda considerável em seus negócios, o que levou a uma alta inadimplência. Dessa forma, embora estivesse à venda, não houve interessados em comprar a varejista.
Renegociação das dívidas
De acordo com Fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, a Marisa não tem o intuito de que o valor das dívidas sejam diminuídas, mas que o prazo para a quitação dos débitos seja alongado. Assim, a varejista tem buscado renegociar diretamente com seus credores, que estão abertos a conversar. Entre as instituições que a empresa deve, estão:
- Bradesco;
- Itaú;
- Caixa Econômica Federal;
- Safra;
- Daycoval;
- Alfa;
- ABC.
Crise no setor varejista
O diretor de um dos bancos credores da Marisa afirmou que o caso da rede de vestuário não tem nem comparação com a grave situação da Americanas. No entanto, escancara o problema que o setor varejista tem enfrentado devido à desaceleração da economia e dos juros altos, que foi mantido pelo Banco Central em 13,75%.
Além disso, segundo o executivo ouvido pelo Estadão, o ano de 2023 será desafiador para a obtenção de crédito pelo varejo.
Lojas Marisa
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A empresa foi fundada em 1948, por Bernardo Goldfarb. Em 1999, foi a primeira do setor de vestuário no e-commerce, criando a Marisa Virtual. Atualmente, a varejista conta com 358 unidades espalhadas pelo Brasil. Além disso, desde 2008, possui um acordo comercial com o Banco Itaú, quando passou a disponibilizar o cartão de crédito Itaucard Marisa.
Ademais, a empresa foi a primeira varejista a comercializar previdência privada para pessoas físicas, por meio do Marisa Previdência. Os clientes da rede também contam com um Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) exclusivo para quem detém o cartão da marca.
Imagem: Leandro Marques / shutterstock.com
