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Bolsa tem semana decisiva com eventos que podem mexer com o mercado

A semana será marcada por eventos capazes de mexer com os mercados brasileiros e internacionais. Entre os principais destaques estão as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, a alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e a divulgação de indicadores econômicos. No Brasil, o mercado acompanha a decisão do […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
Juros

A semana será marcada por eventos capazes de mexer com os mercados brasileiros e internacionais. Entre os principais destaques estão as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, a alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e a divulgação de indicadores econômicos.

No Brasil, o mercado acompanha a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic e o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Eleições e uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) também estão no radar.

No mercado corporativo, Petrobras, Cemig, SLC Agrícola, Brisanet, Nu Holdings e Allos divulgaram informações relevantes aos investidores. A semana ainda terá pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

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Copom decide juros na quarta-feira

Juros
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A decisão do Copom sobre a taxa Selic será um dos principais eventos da semana. A divulgação está prevista para quarta-feira, 16, após as 18h30.

A expectativa apresentada pelo mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 13,75% ao ano.

A decisão é acompanhada de perto porque os juros influenciam o custo do crédito, os investimentos de renda fixa e as condições financeiras da economia.

Além do percentual definido, o comunicado do Banco Central deverá receber atenção dos investidores. A sinalização sobre os próximos passos da política monetária pode influenciar ações, câmbio e títulos públicos.

Federal Reserve também anuncia decisão

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) divulgará sua decisão sobre os juros também na quarta-feira, 16, às 15h, após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

Segundo as expectativas apresentadas no material, ganhou força a percepção de que o Fed poderá elevar a taxa em 0,25 ponto percentual.

A política monetária americana costuma ter impacto sobre mercados de todo o mundo, influenciando o dólar, as bolsas e o fluxo de capital para mercados emergentes.

Às 15h30, está prevista uma entrevista à imprensa de Kevin Warsh, chefe do banco central americano. As declarações podem provocar novas oscilações dependendo da sinalização sobre os próximos passos dos juros.

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio

O petróleo também está entre os principais fatores de atenção.

Drones danificaram um oleoduto na Arábia Saudita na quinta-feira, levando o governo local a fechar uma importante rota de transporte de petróleo bruto.

As autoridades não informaram a extensão dos danos nem por quanto tempo o oleoduto permanecerá fechado.

Às 21h de domingo, o petróleo Brent subia cerca de 3%, para US$ 107 por barril.

Uma alta persistente da commodity pode beneficiar empresas produtoras de petróleo, mas também elevar custos para companhias dependentes de combustíveis. O movimento pode ainda afetar as expectativas de inflação e juros.

IBC-Br será divulgado na quarta-feira

O Banco Central divulgará às 9h de quarta-feira, 16, o IBC-Br referente a julho.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central é acompanhado pelo mercado como uma espécie de prévia da atividade econômica e pode ajudar a antecipar tendências do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado será observado especialmente em razão do ambiente de juros elevados. Uma atividade mais forte ou mais fraca do que o esperado pode alterar projeções de crescimento e influenciar a leitura sobre a política monetária.

Eleições e STF entram no radar

O cenário político também deve movimentar os mercados.

Uma pesquisa de intenção de voto será divulgada nesta segunda-feira, 14, enquanto outra está prevista para quinta-feira, 17.

As eleições presidenciais podem ganhar importância para os investidores à medida que propostas econômicas e fiscais dos candidatos começam a influenciar as expectativas para juros, câmbio e empresas.

Na terça-feira, 15, também está prevista uma sessão do STF. Os ministros devem analisar um relatório relacionado a mensagens de celular envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Petrobras recebe novas parcelas de subvenção

A Petrobras informou o recebimento de novas parcelas do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de diesel.

A companhia recebeu R$ 643,8 milhões referentes às vendas realizadas entre 1º e 15 de junho e outros R$ 1,923 bilhão correspondentes ao período de 16 a 30 de junho.

Com os novos pagamentos, o total acumulado recebido pela Petrobras nos programas de subvenção ao diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) chegou a aproximadamente R$ 9,5 bilhões.

Cemig anuncia novo presidente

A Cemig (CMIG4) aprovou Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos como novo presidente da companhia.

Alexandre Ramos Peixoto foi eleito presidente do conselho de administração.

Vasconcelos possui experiência nas áreas jurídica, de gestão e administração pública. Na Copasa (CSMG3), ocupou funções estratégicas e, desde 2022, atuava como diretor adjunto jurídico.

Peixoto é engenheiro de carreira da Cemig e já passou pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

SLC Agrícola aprova emissão de R$ 515,4 milhões

A SLC Agrícola (SLCE3) aprovou sua primeira emissão de Cédulas de Produto Rural com liquidação financeira (CPR-F).

A operação terá valor total de R$ 515,4 milhões, divididos em 515.480 títulos de R$ 1.000 cada.

Os títulos terão vencimento em 15 de setembro de 2033 e remuneração correspondente a 95,5% da variação acumulada da Taxa DI.

Segundo a companhia, os recursos serão destinados exclusivamente às atividades relacionadas ao agronegócio, incluindo produção, comercialização, beneficiamento, custeio e investimentos.

Brisanet chega perto de 1,7 milhão de clientes

A Brisanet (BRST3) encerrou agosto com 1.587.128 clientes, sendo 1.546.354 conectados por FTTH, tecnologia que leva a fibra óptica diretamente até a residência.

A companhia registrou crescimento orgânico de 3,1 mil casas conectadas no mês.

Considerando operações diretas e franquias, a base de banda larga fixa chega perto de 1,7 milhão de clientes no Nordeste.

No segmento móvel, a empresa encerrou agosto com 1.144.880 clientes ativos, após adicionar 36.266 acessos durante o mês.

Agenda de dividendos e JCP

A semana também terá pagamentos de proventos. A “data com” é o último dia em que o investidor precisa possuir a ação para ter direito ao pagamento anunciado.

Segunda-feira, 14

A Metalúrgica Gerdau (GOAU3) paga dividendo de R$ 0,11 por ação. A data de corte foi 19 de agosto.

Terça-feira, 15

O Bradesco (BBDC4) paga JCP declarados em março e junho de 2026.

Os pagamentos somados correspondem a R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 0,58 por ação ordinária e R$ 0,64 por ação preferencial.

Quinta-feira, 17

A Motiva (MOTV3) paga R$ 1,45 bilhão em JCP, equivalente a R$ 0,72 por ação. O valor líquido estimado é de R$ 1,19 bilhão.

Sexta-feira, 18

A Eternit (ETER3) paga a segunda parcela de dividendo no valor de R$ 0,085 por ação.

A Mitre (MTRE3) também paga a terceira parcela de dividendo, de R$ 0,02 por ação.

Nu Holdings estreia nos Estados Unidos

A Nu Holdings (NYSE: NU; B3: ROXO34) iniciou suas operações nos Estados Unidos em 10 de setembro.

A companhia lançou a Nu Account, conta que oferece rendimento diário de 3,50% ao ano sobre cada dólar, além de cartão de débito, ferramentas de economia, pagamento de contas e transferências locais e internacionais.

A empresa também apresentou o Nu Global, conta digital multimoeda voltada a clientes que movimentam dinheiro entre diferentes países.

Segundo avaliação do Banco Safra, a estratégia segue um modelo já utilizado pelo Nubank: conquistar clientes com produtos simples e competitivos e ampliar posteriormente o relacionamento por meio de crédito e outros serviços.

O banco, porém, aponta que a operação americana pode levar tempo para alcançar escala. Entre os indicadores que deverão ser acompanhados estão a evolução da base de clientes, depósitos, uso dos cartões e transferências internacionais.

Allos pode manter dividendos elevados

A Allos (ALOS3) também está no radar após reunião com o BTG Pactual.

Segundo o banco, a companhia enfrenta um ambiente desafiador para o varejo devido aos juros elevados e ao maior comprometimento da renda das famílias.

Apesar disso, os ativos da empresa continuam apresentando desempenho superior ao setor, segundo a avaliação do BTG. A companhia atribui o resultado à qualidade do portfólio, baixos níveis de vacância, controle da inadimplência e ajuste do mix de lojistas.

Na alocação de capital, a Allos pretende priorizar projetos brownfield e oportunidades de fusões e aquisições com retornos atrativos.

O BTG projeta dividendos líquidos de R$ 3,48 por ação em 2026, 2027 e 2028, com dividend yield estimado em 12% nos três anos.

A projeção é uma estimativa de analistas e não representa garantia de pagamento futuro.

O que pode movimentar a Bolsa nesta semana?

Juros
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A combinação de decisões sobre juros, petróleo, atividade econômica e cenário político deve manter os mercados atentos.

No Brasil, o Copom e o IBC-Br estarão entre os principais eventos. Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve pode influenciar o dólar e as bolsas globais.

A situação do petróleo adiciona outra fonte de volatilidade, enquanto eleições e acontecimentos no STF podem afetar os ativos brasileiros.

No mercado corporativo, Petrobras, Cemig, SLC Agrícola, Brisanet, Nu Holdings e Allos apresentam informações que podem influenciar as avaliações dos investidores.

Conclusão

A semana concentra eventos importantes para quem acompanha a Bolsa e a economia.

A decisão do Copom, o posicionamento do Federal Reserve, os dados do IBC-Br e a trajetória do petróleo serão os principais pontos do cenário econômico. Ao mesmo tempo, eleições e acontecimentos no STF podem aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros.

Entre as empresas, novas informações sobre Petrobras, Cemig, SLC Agrícola, Brisanet, Nu Holdings e Allos completam a agenda.

Para o investidor, acompanhar não apenas cada notícia, mas também a combinação entre juros, inflação, atividade econômica, petróleo e política será fundamental para entender os movimentos do mercado.

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