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Deflação não é notada nos mercados: Preço dos alimentos subiu 13,43%
Apesar de certo alívio na inflação, o preço dos alimentos segue em alta e os consumidores encontram dificuldades na hora da compra.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país, apresentou a segunda deflação consecutiva no mês de agosto. A queda foi puxada pelos preços dos combustíveis. No entanto, o preço dos alimentos registrou mais uma alta.
No mês, o grupo de alimentos cresceu 0,24%, o nono aumento mensal seguido. No acumulado de 12 meses, o percentual chega a 13,43%, acima da inflação geral atual de 8,73%.
Preço dos alimentos
Diante dessa realidade, a deflação registrada não é sentido pelos consumidores na hora de fazer a compra do mês nos supermercados do país. Ainda, vale ressaltar, que esse aumento no preço dos alimentos impacta, de forma mais preocupante, as famílias com renda mais baixa, visto que são itens básicos.
Nos últimos 12 meses, alguns itens subiram mais de 70%, o que representa uma alta expressiva. Confira a lista com os produtos que mais aumentaram no período.
- Cebola: 91,21%;
- Mamão: 81,83%;
- Melão: 79,34%;
- Melancia: 61,88%;
- Leite: 60,81%;
- Manga: 47,05%;
- Café: 46,34%;
- Milho em grão: 34,83%;
- Farinha de trigo: 33,22%;
- Maçã: 32,1%;
- Banana: 29,65%;
- Pão de forma: 26,97%.
Na análise mensal, alguns itens de alimentação se destacaram pela alta dos preços. Veja.
- Limão: 48,4%;
- Batata-doce: 10,4%;
- Maçã: 4,7%;
- Manteiga: 3,3%;
- Frango em pedaços: 2,9%;
- Queijo: 2,6%;
- Macarrão Instantâneo: 2,8%.
Os dados foram registrados pelo IPCA em relação ao mês de agosto.
Fatores que incidem sobre os preços dos alimentos
Alguns fatores, tanto internos quanto externos, explicam a alta nos preços dos alimentos.
A Guerra na Ucrânia fez com que os preços dos cereais, como o trigo, por exemplo, disparassem no mercado internacional. Os dois países envolvidos no conflito são responsáveis por cerca de 30% de todo o trigo comercializado no mundo.
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O preço das rações dos animais também aumentou, o que recai sobre o valor pago pelo consumidor final.
Além disso, a seca na Argentina, que fornece 80% do trigo importado para o Brasil, tem prejudicado a produção, o que impacta diretamente os preços do cereal.
Outro fator importante é a queda da produção leiteira no campo devido a condições climáticas do inverno que afetam as pastagens. Ainda nesse sentido, o mercado de carnes está pagando melhor os criadores do que o setor leiteiro, em razão da valorização do dólar, o que faz com que os produtores optem por outro tipo de produção.
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Imagem: Andrzej Rostek / Shutterstock
