Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Delivery de celular: operação investiga policial aposentado

Polícia Civil do Paraná investiga esquema de delivery de celular e drogas na penitenciária de Piraquara. Policial aposentado é suspeito.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
app

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (27) uma operação que visa combater um esquema criminoso responsável por inserir celulares, drogas e outros objetos ilícitos dentro do Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

O grupo criminoso, que também atua com tráfico de drogas e outros delitos, está sendo alvo de sete mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nas cidades de Curitiba, Piraquara, Colombo, Campina Grande do Sul e Quatro Barras.

Leia Mais:

O que acontece se o MEI não pagar o DAS no prazo? Entenda

🔍 Investigação aponta envolvimento de policial aposentado

celular delivery
Imagem: Jakob Berg / shutterstock.com

Ex-servidor é suspeito de facilitar entrada de ilícitos no presídio

De acordo com informações apuradas pela Polícia Civil, o esquema contava com a participação de um policial penal aposentado, que teria usado seus antigos acessos e conhecimento da rotina do presídio para facilitar a entrada de celulares e drogas.

“Apuramos que ele recebia valores para introduzir drogas e celulares dentro da unidade prisional”, declarou a delegada Juliana Cordeiro, responsável pelo inquérito policial. A investigação revelou ainda que o ex-agente era uma peça-chave na operação criminosa, atuando como elo entre os detentos e o mundo externo.

🚓 Dinâmica do crime: o ‘delivery’ de celulares na prisão

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, o grupo operava de forma bem estruturada. A logística envolvia a arrecadação de dinheiro por familiares de presos ou integrantes da facção criminosa, que posteriormente era repassado ao policial aposentado e a outros colaboradores externos.

A entrada dos aparelhos celulares e entorpecentes ocorria em dias e horários específicos, aproveitando brechas na segurança e contando, em alguns casos, com a colaboração de outros agentes públicos ou terceirizados que ainda estão sob investigação.

Além dos eletrônicos, a organização também introduzia carregadores, chips e drogas, que eram distribuídos internamente entre os detentos mediante pagamento.

Comunicação entre presos e o exterior

A utilização dos celulares dentro da unidade penitenciária permitia aos detentos continuar praticando crimes, coordenando ações externas, aplicando golpes e até ordenando homicídios. Esse tipo de prática agrava não apenas a segurança do sistema prisional, mas também impacta diretamente a sociedade, que acaba sendo vítima das ações planejadas de dentro dos presídios.

⚖️ Mandados, prisões e apreensões

Locais e alvos da operação

A operação foi deflagrada de forma simultânea em cinco municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Os mandados de busca e apreensão visaram imóveis utilizados pelos integrantes do grupo, onde foram encontrados documentos, celulares, dinheiro em espécie e outros elementos que reforçam as provas já colhidas durante a investigação.

Até o momento, a Polícia Civil confirmou a prisão de alguns dos alvos, incluindo o policial penal aposentado. As identidades dos presos não foram divulgadas oficialmente para não comprometer o andamento das investigações.

🏛️ Impacto no sistema penitenciário e resposta das autoridades

Penitenciária de Mossoró Auxílio Emergencial
Imagem Divulgação/ Ministério da Justiça

Autoridades reforçam combate ao crime organizado

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) destacou que o combate à corrupção dentro do sistema penitenciário é uma prioridade, especialmente quando envolve servidores ou ex-servidores que deveriam zelar pela segurança pública.

“A participação de qualquer servidor, ainda que aposentado, em atividades criminosas é algo gravíssimo e que será combatido com todo rigor da lei”, afirmou um porta-voz da secretaria.

Além disso, a operação reforça a necessidade de constantes melhorias nos sistemas de fiscalização, revista e controle de acesso nas unidades prisionais do estado.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

📊 Dados que preocupam: celulares nas prisões brasileiras

Um problema nacional

O caso do Complexo Penitenciário de Piraquara não é isolado. Dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) apontam que, em 2024, foram apreendidos mais de 56 mil celulares em unidades prisionais de todo o Brasil.

Esses aparelhos se tornam verdadeiras ferramentas de crime dentro das cadeias, permitindo que líderes de facções comandem o tráfico de drogas, realizem extorsões, sequestros virtuais e outros delitos.

Desafio constante

Apesar dos avanços em tecnologias como bloqueadores de sinal e drones de vigilância, o combate à entrada de celulares permanece sendo um dos maiores desafios da segurança penitenciária no país.

🏁 Próximos passos da investigação

Desdobramentos esperados

A Polícia Civil do Paraná informou que as investigações continuam, e novos mandados podem ser expedidos nos próximos dias. A análise dos materiais apreendidos será fundamental para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da organização criminosa.

A expectativa é que o Ministério Público apresente as denúncias formais assim que o inquérito for concluído. Dependendo da gravidade dos crimes apurados, os envolvidos poderão responder por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de drogas, facilitação de entrada de objetos proibidos em unidade prisional, entre outros.

Imagem: Vergani Fotografia/ Shutterstock

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

Topicos relacionados