O mercado de trabalho brasileiro voltou a apresentar sinais positivos. A taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio de 2026, ante 5,8% no período encerrado em fevereiro. O resultado representa o menor índice já registrado para meses de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012 pelo IBGE.
Mercado de trabalho mantém melhora e desemprego fica em 5,6%
Taxa de desemprego cai para 5,6% no trimestre até maio e atinge o menor nível da série histórica para o período, segundo o IBGE.
Além da redução da desocupação, o levantamento mostrou crescimento da população ocupada, estabilidade na formalização do emprego e uma nova queda da informalidade, reforçando o cenário de fortalecimento gradual do mercado de trabalho brasileiro.
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Taxa de desemprego atinge menor nível para maio

Os dados divulgados pelo IBGE mostram que o Brasil manteve a trajetória de recuperação do emprego observada ao longo dos últimos meses.
A taxa de desocupação ficou em 5,6%, abaixo dos 5,8% registrados no trimestre móvel anterior e inferior aos 6,2% observados no mesmo período de 2025. O resultado representa o menor índice para um trimestre encerrado em maio desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua passou a ser divulgada.
Na prática, isso significa que uma parcela menor da população economicamente ativa estava procurando trabalho sem conseguir uma ocupação.
População ocupada supera 102 milhões de trabalhadores
Outro indicador importante foi o crescimento do número de pessoas trabalhando.
A população ocupada chegou a 102,7 milhões de brasileiros, alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior e avanço de 0,8% na comparação anual.
O desempenho mostra que, mesmo diante de um cenário econômico ainda marcado por juros elevados e desaceleração em alguns setores, o mercado de trabalho continuou gerando oportunidades.
Número de desempregados diminui
A pesquisa também apontou redução no contingente de pessoas sem trabalho.
A população desocupada apresentou queda de aproximadamente 100 mil pessoas no trimestre. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia cerca de 6,7 milhões de desempregados, a redução foi de 9,3%.
Esse movimento reforça a melhora gradual do emprego observada ao longo dos últimos trimestres.
Emprego formal permanece estável
O emprego com carteira assinada continuou em patamar elevado.
Segundo o IBGE, cerca de 39,3 milhões de trabalhadores do setor privado estavam empregados com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos.
O indicador permaneceu praticamente estável tanto na comparação trimestral quanto na anual, sugerindo manutenção do nível de formalização alcançado recentemente.
O que significa essa estabilidade?
Embora não tenha ocorrido crescimento expressivo no número de trabalhadores formais, a manutenção do patamar elevado é considerada positiva, especialmente diante das oscilações naturais da economia.
Isso indica que as empresas continuam preservando seus quadros de funcionários mesmo em um ambiente econômico de maior cautela.
Trabalho sem carteira também ficou estável
Os trabalhadores informais sem carteira assinada no setor privado permaneceram em aproximadamente 13,4 milhões.
Da mesma forma, o contingente de trabalhadores por conta própria ficou estável em 26 milhões de pessoas.
Esse comportamento demonstra que, neste trimestre, não houve aumento significativo da informalidade como alternativa ao emprego formal.
Informalidade continua em queda
Outro dado relevante foi a redução da taxa de informalidade.
O indicador ficou em 37,3% da população ocupada, abaixo dos:
- 37,5% registrados no trimestre encerrado em fevereiro;
- 37,8% observados no trimestre encerrado em maio de 2025.
Embora a queda seja pequena, ela reforça uma tendência de redução gradual da participação do trabalho informal na economia brasileira.
Por que a informalidade é importante?
A informalidade costuma ser acompanhada de menor acesso a direitos trabalhistas, previdência social e maior instabilidade na renda.
Quando esse indicador diminui, normalmente significa que mais trabalhadores estão ingressando em ocupações formais ou em atividades com maior proteção social.
O que explica a melhora do mercado de trabalho?
Diversos fatores ajudam a entender o desempenho recente do emprego no Brasil.
Entre eles estão:
Recuperação gradual da atividade econômica
Mesmo com crescimento moderado da economia, diversos segmentos continuam contratando, especialmente serviços, tecnologia, saúde e logística.
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Mercado de serviços aquecido
O setor de serviços permanece como principal empregador do país, respondendo por grande parte das novas vagas criadas nos últimos anos.
Maior estabilidade empresarial
Com inflação mais controlada e planejamento financeiro mais previsível, muitas empresas mantiveram seus níveis de contratação.
O que a PNAD Contínua mede?
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, é o principal levantamento sobre o mercado de trabalho brasileiro.
Ela acompanha indicadores como:
- taxa de desemprego;
- população ocupada;
- população desocupada;
- emprego formal;
- informalidade;
- trabalhadores por conta própria;
- rendimento médio;
- força de trabalho.
Os resultados são divulgados mensalmente utilizando o conceito de trimestre móvel, reduzindo oscilações sazonais e oferecendo uma visão mais consistente da evolução do emprego no país.
O que os números representam para trabalhadores e empresas?
A queda da taxa de desemprego tende a produzir efeitos positivos para diferentes setores da economia.
Para os trabalhadores, um mercado mais aquecido amplia as oportunidades de recolocação profissional e fortalece o poder de negociação por melhores salários.
Para as empresas, o aumento da ocupação costuma refletir maior consumo das famílias, impulsionando vendas e estimulando novos investimentos.
Ao mesmo tempo, especialistas destacam que ainda existem desafios importantes, como aumentar a produtividade, ampliar a qualificação profissional e reduzir a elevada participação do trabalho informal.
Perspectivas para os próximos meses

Os dados mais recentes indicam que o mercado de trabalho brasileiro continua em trajetória favorável.
A manutenção da geração de empregos dependerá, entretanto, do desempenho da atividade econômica, da evolução da inflação, da política monetária e do ritmo dos investimentos públicos e privados.
Se o cenário permanecer estável, o país poderá continuar registrando taxas historicamente baixas de desemprego ao longo de 2026, consolidando a recuperação observada desde os últimos levantamentos da PNAD Contínua.
Conclusão
A queda da taxa de desemprego para 5,6%, a menor já registrada para um trimestre encerrado em maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, reforça o momento positivo do mercado de trabalho brasileiro. O avanço da população ocupada, a estabilidade do emprego formal e a redução gradual da informalidade indicam uma recuperação consistente, embora ainda existam desafios relacionados à qualificação da mão de obra e ao crescimento sustentável da economia. Nos próximos meses, a expectativa é que esses indicadores continuem sendo acompanhados de perto por trabalhadores, empresas e investidores para avaliar a continuidade desse cenário favorável.
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