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Diferenças entre liraglutida, Ozempic e Mounjaro: como cada caneta age no corpo

Compare como agem liraglutida, semaglutida e tirzepatida no corpo e qual oferece melhores resultados para emagrecer.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Ozempic anvisa

Com o avanço dos tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2, o mercado farmacêutico tem ampliado suas opções de medicamentos injetáveis. Três nomes se destacam atualmente: liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

Apesar de pertencerem a uma mesma classe terapêutica, cada uma dessas substâncias possui características únicas quanto à forma de ação, frequência de uso e efeitos no organismo.

Leia mais: Versão nacional do Ozempic chega com preço mais acessível

Liraglutida: agora com produção nacional

Canetas
Imagem: Freepik

A liraglutida, conhecida anteriormente pelas marcas Victoza e Saxenda, passa a ser fabricada também no Brasil, por meio do laboratório EMS. A substância é um análogo do GLP-1, hormônio produzido pelo intestino que aumenta a produção de insulina após as refeições, retarda o esvaziamento gástrico e promove saciedade.

Esses efeitos combinados ajudam tanto no controle glicêmico quanto na perda de peso. Os resultados costumam variar entre 5% a 10% de redução do peso corporal com o uso contínuo da liraglutida.

No mercado nacional, ela é encontrada sob os nomes Olire (para obesidade) e Lirux (para diabetes tipo 2), com preços entre R$ 307 e R$ 760, o que representa um custo abaixo de concorrentes estrangeiros.

Semaglutida: o princípio ativo do Ozempic

A semaglutida é outro análogo do GLP-1, presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk. Comparada à liraglutida, a semaglutida tem efeito mais duradouro e uma potência maior na perda de peso, atingindo resultados médios de até 15% de redução corporal.

A substância também atua promovendo saciedade e melhorando o controle do apetite, mas seu grande diferencial está na frequência de aplicação semanal, o que facilita a adesão ao tratamento.

Mounjaro e a tirzepatida: dupla ação no organismo

O mais recente entre os três compostos é a tirzepatida, presente no medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. Diferente das anteriores, ela atua simultaneamente em dois hormônios: o GLP-1 e o GIP, ambos reguladores da saciedade e da produção de insulina.

Essa ação dupla tem mostrado um desempenho superior: a perda de peso pode chegar a 20% ou mais, superando os efeitos da semaglutida e da liraglutida. Assim como a semaglutida, a tirzepatida também é administrada uma vez por semana.

Frequência de uso e absorção cerebral

As diferenças entre os medicamentos também se evidenciam no tempo de ação. Por ter vida mais curta, a liraglutida exige aplicações diárias, enquanto a semaglutida e a tirzepatida, com maior estabilidade no organismo, são administradas semanalmente.

No cérebro, todos os medicamentos atuam em áreas relacionadas à fome e saciedade, principalmente no hipotálamo. No entanto, estudos sugerem que semaglutida e tirzepatida atravessam com mais eficiência a barreira hematoencefálica, o que amplia sua eficácia ao ativar os receptores ligados ao apetite.

Uso complementar e efeito individual

Apesar dos resultados positivos, os médicos reforçam que essas medicações são tratamentos adjuvantes, ou seja, devem ser usadas em conjunto com uma alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.

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Além disso, o efeito das substâncias varia conforme o paciente. Alguns respondem melhor à liraglutida do que aos compostos mais potentes, como a semaglutida ou tirzepatida. Essa variação individual torna importante a presença de acompanhamento médico durante o tratamento.

Concorrência pode reduzir preços

Canetas ozempic
Imagem: Reprodução / Freepik.com

A entrada da EMS no mercado nacional com a produção da liraglutida deve estimular a concorrência entre laboratórios.

Com mais opções disponíveis nas farmácias, há expectativa de que os valores das canetas — hoje ainda considerados altos — sejam reduzidos com o tempo.

Prescrição obrigatória e regulação da Anvisa

Desde junho, a venda das chamadas “canetas emagrecedoras” passou a exigir prescrição médica com retenção de receita, conforme decisão da Anvisa. A medida foi adotada após a popularização desses medicamentos nas redes sociais, com uso voltado unicamente ao emagrecimento estético, muitas vezes sem supervisão médica.

A orientação oficial continua sendo o uso restrito a pacientes com indicação clínica, especialmente pessoas com diabetes tipo 2, obesidade ou risco cardiovascular.

Com informações de: Viva Bem – Uol

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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