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Versão nacional do Ozempic, Olire e Lirux, chega com preços bem mais baixos

Olire e Lirux, versões nacionais do Ozempic, chegam ao Brasil com preços mais baixos para tratar obesidade e diabetes tipo 2 com acessibilidade.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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A farmacêutica brasileira EMS deu início nesta semana à comercialização das primeiras canetas injetáveis produzidas no Brasil para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Com os nomes comerciais de Olire e Lirux, os medicamentos chegam ao mercado com preços significativamente menores do que os similares importados, como Saxenda, Victoza e Ozempic, popularmente conhecidos por seu uso no controle de peso.

A nova aposta da EMS promete revolucionar o acesso ao tratamento desses dois problemas de saúde pública que afetam milhões de brasileiros. As canetas já estão disponíveis em grandes redes de farmácias e devem se expandir gradualmente pelo país.

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Obesidade
Imagem: Freepik

O sobrepeso e a obesidade atingem mais de 60% da população adulta brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além disso, estima-se que mais de 16 milhões de brasileiros convivam com o diabetes, sendo a maioria com o tipo 2.

EMS aposta em tecnologia acessível

Ao lançar Olire e Lirux, a EMS entra de forma competitiva em um mercado dominado por marcas estrangeiras. Os dois medicamentos são à base de liraglutida, um análogo do hormônio GLP-1, que atua tanto na regulação do apetite quanto no controle da glicemia. A substância já é bem conhecida no Brasil por seu uso em medicamentos como Saxenda e Victoza, ambos da dinamarquesa Novo Nordisk.

Aprovados pela Anvisa e prontos para o mercado

A autorização da Anvisa para a fabricação e venda nacional foi obtida em dezembro do ano passado. Desde então, a EMS iniciou o processo de produção e distribuição das primeiras unidades, que chegam ao consumidor com a promessa de qualidade equivalente, mas com um custo muito mais acessível.

Quanto custa e onde encontrar

A EMS já colocou nas prateleiras cerca de 100 mil unidades do Olire e 50 mil do Lirux, disponíveis inicialmente em grandes redes como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco, nas regiões Sul e Sudeste.

Tabela de preços sugeridos

  • Olire (1 caneta): R$ 307,26
  • Lirux (2 canetas): R$ 507,07
  • Olire (3 canetas): R$ 760,61

Para efeito de comparação, o preço médio do Saxenda ultrapassa os R$ 1.000 por caixa com três canetas. Isso significa que os novos medicamentos nacionais podem custar até 30% menos, uma economia significativa para quem precisa do tratamento de forma contínua.

Expansão nacional prevista

A previsão da EMS é de que 250 mil unidades estejam disponíveis até o fim de 2025. A meta é alcançar meio milhão de canetas comercializadas até agosto de 2026, chegando a todas as regiões do país conforme a logística de distribuição avança.

Quem pode usar e como funciona

olire ozempic nacional
Imagem: Divulgação / EMS

Os dois medicamentos têm indicações específicas e dosagens distintas, apesar de compartilharem o mesmo princípio ativo. Ambos são apresentados em formato de caneta injetável, com aplicação subcutânea.

Olire: foco no tratamento da obesidade

Desenvolvido especificamente para a redução de peso, o Olire é indicado para pacientes a partir dos 12 anos de idade com IMC acima de 30, ou acima de 27 em casos associados a comorbidades, como hipertensão e dislipidemia. A aplicação é diária, e a dose deve ser ajustada conforme a recomendação médica.

Lirux: voltado ao controle do diabetes tipo 2

O Lirux tem como principal indicação o controle glicêmico de pacientes com diabetes tipo 2, podendo ser utilizado por pessoas a partir de 10 anos de idade. Também é administrado diariamente e pode ser parte do tratamento associado a outros medicamentos hipoglicemiantes, conforme prescrição.

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Onde aplicar

As aplicações podem ser feitas na coxa, abdômen ou braço, sempre com atenção às técnicas de higiene e rotação de locais para evitar reações locais.

Uso com acompanhamento médico obrigatório

Desde junho, a Anvisa passou a exigir a retenção da receita médica para a compra desses medicamentos, o que reforça a necessidade de acompanhamento profissional. O uso indevido pode levar a efeitos colaterais como náuseas, diarreia, constipação e hipoglicemia.

Efeitos adversos e cuidados

Embora a liraglutida seja considerada segura, os efeitos adversos mais comuns são leves e costumam desaparecer com o tempo. No entanto, quadros mais graves, como pancreatite e problemas na vesícula, foram registrados em menor escala em estudos clínicos.

Democratização do acesso ao tratamento

A chegada do Olire e do Lirux ao mercado nacional representa um avanço importante na democratização do acesso a medicamentos de alto custo. Até então, muitos pacientes precisavam recorrer a medicamentos importados com preços elevados, inviáveis para boa parte da população.

Estratégia de saúde pública

Especialistas avaliam que a medida pode aliviar a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), ao prevenir complicações decorrentes da obesidade e do diabetes mal controlados. A médio e longo prazo, a ampliação do acesso a medicamentos como Olire e Lirux pode representar economia nos gastos públicos com internações e tratamentos de doenças associadas.

Imagem: Freepik

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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