Em um movimento que reflete a transformação do setor de streaming, a The Walt Disney Company anunciou que, a partir de 2026, deixará de divulgar periodicamente o número de assinantes de suas principais plataformas digitais.
Disney para de divulgar números de assinantes de streaming oficialmente
A Disney anunciou que deixará de divulgar os números de assinantes do Disney+ e Hulu a partir de 2026, adotando uma nova estratégia.
Nova abordagem no mercado de streaming

Fim das métricas tradicionais
Durante a divulgação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2025, a Disney comunicou que, a partir do primeiro trimestre fiscal de 2026, deixará de publicar os números de assinantes do Disney+ e Hulu. O ESPN+, por sua vez, terá os dados descontinuados ainda mais cedo, já no quarto trimestre fiscal de 2025.
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A decisão segue os passos da Netflix, que anteriormente já havia adotado a mesma prática, reforçando uma tendência do setor de reavaliar os indicadores utilizados para medir o sucesso das plataformas de streaming.
Declarações da liderança da Disney
De acordo com Bob Iger, CEO da companhia, e Hugh Johnston, CFO, a métrica de assinantes perdeu relevância como parâmetro principal para avaliar o desempenho financeiro e estratégico das plataformas digitais.
“A gestão está agora focada em demonstrar rentabilidade e alinhar nossos relatórios com a estrutura operacional do negócio”, afirmaram os executivos em comunicado oficial.
Crescimento recente e contexto da decisão
Números antes da mudança
Apesar da decisão de parar com a divulgação, os dados mais recentes indicam um bom momento para o setor de streaming da empresa. No terceiro trimestre de 2025, Disney+ e Hulu somaram 183 milhões de assinantes, um aumento de 2,6 milhões em relação ao trimestre anterior.
Esse crescimento mostra que, mesmo com a saturação do mercado em alguns países, a Disney ainda consegue atrair novos usuários. No entanto, a companhia agora prefere focar na qualidade dos resultados financeiros, e não apenas na expansão da base de usuários.
Estratégia de unificação das plataformas
Disney+ e Hulu em um único aplicativo
A Disney também anunciou que irá unificar as plataformas Disney+ e Hulu em um único aplicativo a partir de 2026. A integração tem como objetivo oferecer uma experiência mais fluida para os assinantes e fortalecer a presença da empresa em mercados internacionais.
Impactos financeiros e operacionais
Economia com integração
Especialistas do mercado apontam que a integração das plataformas deve gerar economias operacionais significativas. O analista Robert Fishman, da MoffettNathanson, estima uma economia de até US$ 3 bilhões com a eliminação de estruturas tecnológicas e administrativas duplicadas.
Benefícios esperados
A liderança da Disney acredita que a unificação trará uma série de benefícios estratégicos e financeiros:
Maior engajamento dos assinantes
Com mais conteúdo reunido em um só lugar, a expectativa é de que os usuários passem mais tempo consumindo os serviços da plataforma.
Redução de churn (cancelamentos)
A oferta combinada tende a aumentar o valor percebido pelos assinantes, diminuindo a taxa de cancelamentos.
Novas oportunidades de publicidade
Com uma base de usuários mais ampla e engajada, a Disney poderá oferecer melhores oportunidades para anunciantes, aumentando a receita publicitária.
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+311 mil seguidores
Eficiência operacional
A integração permitirá otimizar processos, reduzir custos técnicos e administrativos e melhorar a escalabilidade da operação global.
Perspectivas para o futuro

Consolidação como diferencial competitivo
Com a unificação das plataformas e o fim da divulgação de números de assinantes, a Disney alinha-se com as práticas de mercado mais recentes.
FAQ — Perguntas frequentes
Qual é o motivo dessa mudança?
A Disney acredita que o número de assinantes deixou de ser um indicador relevante para medir a performance das plataformas. O foco agora é demonstrar rentabilidade, engajamento e qualidade dos resultados financeiros.
O que muda para os assinantes com essa integração?
Os usuários terão acesso a um catálogo ampliado em uma única plataforma, o que pode melhorar a experiência e facilitar o uso. A expectativa é que haja maior engajamento e menos cancelamentos com a nova proposta.
Considerações finais
Para os investidores, analistas e consumidores, o recado é claro: a nova fase do streaming será guiada por métricas de valor e não apenas por escala. A Disney, ao reposicionar sua estratégia de divulgação e operação, pretende liderar esse novo capítulo com mais inteligência financeira, controle de custos e uma proposta de conteúdo unificada e consistente.
Nesse cenário, a empresa fortalece sua competitividade e reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade de longo prazo, em um setor cada vez mais exigente e dinâmico.
