Na terça-feira (06), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) enviou uma notificação para as distribuidoras de gás de cozinha por não repassarem a diminuição do preço do item aos clientes. O órgão pede esclarecimentos por parte das empresas, uma vez que dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) apontam que não houve repasse.
Em maio, a Petrobras anunciou uma queda de 21,3% para o GLP. Com isso, era esperado que os brasileiros pudessem pagar menos de R$ 100 pelo botijão de 13 kg, o que não aconteceu. Vale lembrar, contudo, que os valores aplicados não são controlados pelo governo.
A partir da notificação, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) tem 48 horas para prestar esclarecimentos à Senacon sobre o ocorrido.
Preço do gás de cozinha
De acordo com as informações mais recentes da estatal, no período de 28/05 a 03/06, o preço médio do gás de cozinha no país ficou em R$ 104,37. Além da parcela da empresa, o valor que chega aos consumidores é impactado por outros fatores. Veja:
- Distribuição e revenda: 52,8%;
- Parcela da Petrobras: 31,6%;
- ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): 15,7%.
Redução no preço do gás
A diminuição foi feita logo após a mudança da política de preços da Petrobras. Na prática, o valor do item contou com uma queda de R$ 8,97 por botijão de 13 kg. Ademais, além do GLP, os combustíveis também tiveram redução. No entanto, como citado acima, a quantia que chega ao consumidor depende de outras variáveis.
Agora, com a notificação da Senacon, os dados serão analisados para que seja possível saber se existem distorções significativas. Vale citar que, segundo o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous, a população de baixa renda é mais prejudicada pelo alto preço do GLP.
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