Essa é uma das dúvidas mais polêmicas que talvez eu tenha pensado em fazer um artigo. Sempre que determinado consumidor deixar prescrever (ou caducar) uma dívida, é perceptível que o score de crédito demora muito tempo para aumentar. E mais, o Cadastro Positivo normalmente não ajuda. Mas e afinal, o que acontece de fato? Essa dívida pode impactar negativamente no score de crédito e no Cadastro Positivo? Tire aqui as suas dúvidas.

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Dívida prescrita e não paga

Uma dívida caduca ou prescreve após cinco anos, e o nome do consumidor não pode mais constar nos cadastros de inadimplentes. Entretanto, para a composição do score de crédito e Cadastro Positivo, não é tão simples assim.

Cadastro Positivo

Quem já aderiu ao Cadastro Positivo disponibiliza todas as informações de pagamento aos Bureaus de crédito. Portanto, todas as informações dos últimos quinze anos são consideradas, inclusive dívidas que prescreveram e não foram pagas aos credores.

De acordo com Vilasio França, do SPC Brasil, o novo Cadastro Positivo com inclusão automática, que entrará em vigor em julho deste ano fará uma construção gradual, utilizando todo o histórico de pagamento ao longo dos próximos quinze anos. Entretanto, quem já havia aderido antes, terá o seu histórico de crédito passado aproveitado.

Dívida prescrita interfere no Score de crédito?

Com relação ao score de crédito, atualmente nenhum Bureau de crédito disponibiliza todas as informações que são utilizadas na composição do mesmo. Entretanto, como os próprios consumidores percebem, é notório que as informações de dívidas prescritas e não quitadas são utilizadas.

Ou seja, essas dívidas não restringem o crédito do consumidor. Entretanto, elas não facilitam, como conseguindo taxas de juros menores. Justamente em virtude do risco de que as instituições sofram um novo calote.

Contudo, de acordo com o diretor de analytics da Serasa Experian – Julio Guedes, isso tudo irá mudar com a entrada em vigor do novo Cadastro Positivo. Especialmente a correlação entre a dívida prescrita.

“Hoje trabalhamos com informações de procura e de experiências anteriores com o crédito. É considerado se você teve um problema no passado. Agora, porém, também poderemos ver se você paga o cartão de crédito em dia, por exemplo”, detalhou Guedes. Portanto, ao invés de olhar apenas se os consumidores caíram na inadimplência ao longo da vida, os birôs vão passar a olhar a capacidade de pagamento atual.

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