O dólar comercial fechou esta segunda-feira (5) em alta de 0,63%, cotado a R$ 5,689, em um dia de instabilidade nos mercados financeiros.
Dólar sobe a R$ 5,68 com dados fortes dos EUA; Ibovespa recua 1,22%
Dólar sobe a R$ 5,68 com dados fortes da economia dos EUA. Ibovespa recua 1,22% puxado por queda em ações da Petrobras.
O movimento foi impulsionado pela divulgação de indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos, que reduziram as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
O otimismo com a economia norte-americana pressionou os ativos de risco, fazendo o índice Ibovespa recuar 1,22%, aos 133.491 pontos. A queda foi intensificada pelas perdas nas ações da Petrobras, impactadas por uma decisão da Opep+ que afetou os preços do petróleo no mercado internacional.
Dólar avança após dados do setor de serviços dos EUA

O dólar iniciou o dia em queda, chegando a R$ 5,63 nas primeiras horas de negociação. No entanto, reverteu o movimento com a divulgação de números acima do esperado nas compras do setor de serviços dos Estados Unidos em abril. O desempenho indica que a economia norte-americana ainda resiste à desaceleração, o que dificulta uma redução dos juros pelo Fed nos próximos meses.
Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 0,23% em maio, embora ainda registre queda de 7,9% no acumulado de 2025.
Ibovespa sofre com Petrobras e petróleo em queda
O principal índice da bolsa brasileira caiu 1,22%, puxado pelas ações da Petrobras, que recuaram após a Opep+ anunciar aumento na produção global de petróleo, contrariando a tendência de preços em queda.
- Petrobras ON (ações ordinárias): -2,81% (R$ 31,77)
- Petrobras PN (ações preferenciais): -3,73% (R$ 29,66)
O barril do tipo Brent caiu para US$ 60, impactando diretamente o desempenho das petroleiras no pregão.
A Opep+, grupo formado pelos 13 principais exportadores e 10 aliados, decidiu elevar a produção global mesmo com o excesso de oferta e o enfraquecimento da demanda.
Expectativa com juros no Brasil e nos EUA

O mercado opera sob forte expectativa de decisões monetárias tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A reunião do Federal Reserve termina na quarta-feira (7), mesma data da divulgação da nova taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
O Boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, mostra que o mercado aposta em um aumento de 0,5 ponto percentual na Selic, levando a taxa para 14,75% ao ano.
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Fatores que pesaram no mercado nesta segunda-feira:
- Dados fortes da economia dos EUA adiam expectativa de cortes de juros
- Opep+ aumenta produção de petróleo, derrubando cotação do Brent
- Pressão sobre ações da Petrobras impacta negativamente o Ibovespa
- Expectativa elevada para decisões do Copom e do Fed
Perspectivas para os próximos dias
O comportamento dos mercados nos próximos dias dependerá:
- Da decisão do Fed sobre os juros americanos
- Da postura do Copom em relação à taxa Selic e sinalizações futuras
- Da volatilidade no mercado de commodities, especialmente petróleo
Analistas recomendam cautela no curto prazo e atenção redobrada às comunicações das autoridades monetárias de ambos os países.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
