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Dólar em queda: já é o 5º dia seguido no vermelho

Nesta terça-feira, o dólar se aproximou a marca de R$ 4,90. A moeda continua a caminho de chegar ao 5º dia seguido de desvalorização.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins4 min de leitura
DÓLAR

Nesta terça-feira, 22 de março, o dólar se aproximou a marca de R$ 4,90. Em meio a negociações inconstantes, percebe-se um cenário doméstico atrativo para investidores estrangeiros, contudo, a moeda continua a caminho de chegar ao 5º dia seguido de desvalorização.

O dólar às 11:25 (horário de Brasília) teve um recuo de 0,35%, sendo vendido a 4,9262 reais. Na mínima do dia, a moeda caiu 0,77%, chegando a 4,9053 reais, se continuasse nesse valor até o fim do pregão de hoje, o dólar iria registrar o menor valor de encerramento desde 9 de junho de 2020, quando fechou em R$ 4,8885.

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Entretanto, depois de chegar a esse valor mais baixo, a moeda ganhou fôlego e recuperou as perdas ante o real, assim, conseguiu atingir R$ 4,9450 no auge da sessão, tendo uma variação positiva de 0,03%.

À Agência Reuters, especialistas afirmaram que a movimentação aparentou ser técnica, sem ter notícias específicas sobre o que levou à queda, em meio a testes de novos suportes para o dólar, após a moeda ter passado a barreira dos R$ 5,00 no dia que antecedeu. 

Na segunda-feira, 21 de março, a divisa spot diminuiu 1,47%, e o valor da venda da moeda chegou a R$ 4,9435, menor nível para encerramento desde 29 de junho de 2021, que fechou em R$ 4,9431 e a primeira vez desde 30 de junho de 2021 que encerrou um pregão abaixo de R$ 5,00.

“Essa subida (do dólar ante as mínimas do dia) provavelmente é algum fluxo grande…pode ser empresas realizando/antecipando pagamentos, fazendo hedge ou investidores montando posições compradas nesse nível”, afirmou o  chefe de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, Alexandre Netto.

Por mais que não tenha ficado nos valores mínimos da sessão, a moeda norte-americana ainda mantinha uma tendência de desvalorização que vem desde o início do ano, em que já teve queda de 11,6% frente ao real, possibilitando um melhor desempenho global da moeda brasileira na temporada. Das 11 semanas completas de negociação do ano de 2022,  o dólar caiu em nove.

Com o aperto monetário do Banco Central, que teve início em março de 2022, o Brasil se tornou mais interessante aos agentes estrangeiros, pois houve um aumento da mínima histórica da taxa Selic, que passou de 2% para 11,75%.

Esse aumento da Selic, deixou o país com uma das maiores taxas de juros nominais do mundo, somente atrás de países tidos como muito arriscado para investimento e com inflação muito acelerada, sendo eles, Turquia, Rússia e Argentina.

Isso “torna o (Brasil) bastante atraente para o investidor internacional, gera forte fluxo de recursos para o país e valorização da taxa de câmbio”, explicaram analistas da Genial Investimentos, que também responsabilizaram uma parcela da valorização do real a atenuação dos ruídos fiscais domésticos.

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Outro fator que tem colaborado são as contas públicas, já que o Brasil encerrou 2021 com o primeiro superávit primário em oito anos, além de registrar recorde no saldo positivo no mês de janeiro, momento em que a dívida bruta ficou abaixo de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) pela primeira vez desde abril de 2020.

Enquanto o real aparenta ter se beneficiado com o aumento global nos preços das commodities, gerado pela guerra na Ucrânia.

Com os custos mais altos de petróleo, matérias-primas e commodities agrícolas, a entrada de dólares em países exportadores desse tipo de produto tende a intensificar, especialmente em países da América Latina, tidos como menos vulneráveis em relação às tensões geopolíticas.

“Com esse nível de preços de commodities os investidores buscam no Brasil um asilo importante. Ainda está a se confirmar a intensidade e a manutenção desse investidor aqui no Brasil, mas, mais importante, é o sinal que no curto prazo tem se confirmado” afirmou em seu Twitter o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, sobre a entrada de recursos estrangeiros no Brasil e a valorização do real.

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Imagem: Anna_So / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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