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Dólar opera próximo da estabilidade em dia de retomada do julgamento de Bolsonaro

Dólar mantém leve alta frente ao real em dia de retomada do julgamento de Bolsonaro no STF e sinais mistos no exterior.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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O dólar operava em leve alta na manhã de terça-feira, próximo da estabilidade, com os investidores atentos à retomada do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe de Estado.

Às 9h23, a moeda norte-americana à vista registrava alta de 0,26%, sendo negociada a R$ 5,4320 na venda. No mercado futuro da B3, o contrato de primeiro vencimento avançava 0,11%, cotado a R$ 5,4575.

A retomada do julgamento começou com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e a expectativa é que haja um desfecho até sexta-feira desta semana.

Leia mais: Dólar estável com foco em Bolsonaro e IPCA

Mercado atento a possíveis impactos externos

O recuo do dólar nesta sexta-feira reflete a atenção global sobre as políticas do Federal Reserve e a sinalização de possíveis cortes de juros. O discurso de Jerome Powell, ao mesmo tempo cauteloso e estratégico, fez com que investidores revisassem suas projeções para os próximos meses, impactando não apenas o mercado norte-americano, mas também o câmbio brasileiro. A valorização do real frente ao dólar pode aliviar pressões sobre importações e produtos estrangeiros, mas também aumenta a volatilidade para empresas e investidores que operam com comércio internacional. O cenário sugere que setembro será um mês decisivo para o mercado financeiro, com decisões do Federal Reserve em relação à taxa de juros capazes de influenciar diretamente fluxos de capitais, investimentos e o comportamento da moeda norte-americana frente ao real, podendo definir tendências de curto e médio prazo para o câmbio no Brasil.
Imagem: Olivier Le Moal / Shutterstock.com

Mais do que a decisão em si, o mercado teme repercussões internacionais, especialmente de medidas econômicas dos Estados Unidos.

Anteriormente, o então presidente norte-americano Donald Trump estabeleceu tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, citando o julgamento de Bolsonaro como um dos motivos. Esse histórico reforça a cautela dos investidores quanto a novas políticas externas que possam afetar o câmbio.

Na segunda-feira, o comportamento do mercado refletiu essa prudência, com agentes evitando alterar posições em câmbio e juros futuros antes da retomada do julgamento no STF.

Cenário internacional influencia o dólar

No exterior, os dados mais recentes do mercado de trabalho dos EUA, divulgados na semana passada, continuam impactando as operações. Os investidores estão 100% posicionados para o início do ciclo de cortes de juros do Federal Reserve, previsto para a próxima semana.

Nesta terça-feira, após recuos recentes, os rendimentos dos Treasuries sobem, enquanto o dólar apresenta sinais mistos frente às principais moedas:

  • Cai ante o iene;
  • Sobe ante o euro;
  • Recua ante a libra.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a seis divisas fortes, registrava alta de 0,13%, aos 97,520 pontos.

Resiliência do dólar frente ao real

O dólar à vista encerrou a segunda-feira com leve alta de 0,07%, cotado a R$ 5,4179. Segundo relatório da Wagner Investimentos, o diretor José Faria Júnior avaliou que a região de R$ 5,40 se mantém resistente:

“O modelo aponta chance de queda em direção a R$ 5,30. Por outro lado, os níveis mais fortes de resistência da alta são R$ 5,54 e R$ 5,62.”

Essa faixa de resistência indica que, embora o dólar oscile, os níveis atuais refletem equilíbrio entre compradores e vendedores, mantendo a moeda relativamente estável frente ao real.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central (BC) anunciou que realizará, às 11h30 desta terça-feira, um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial tradicional. O objetivo é a rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025, operação que contribui para gerenciar a liquidez e controlar a volatilidade no mercado de câmbio.

Essa medida demonstra a atuação preventiva do BC para manter o equilíbrio do dólar, especialmente em momentos de instabilidade política e incerteza sobre relações internacionais.

Expectativas para o restante da semana

O comportamento do dólar nos próximos dias será influenciado por dois fatores principais:

  1. Desfecho do julgamento de Bolsonaro no STF – qualquer decisão que afete o cenário político interno pode gerar volatilidade cambial;
  2. Dados econômicos internacionais – especialmente nos EUA, onde decisões do Federal Reserve sobre juros impactam diretamente o fluxo de capitais para países emergentes como o Brasil.

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Analistas recomendam cautela e acompanhamento diário das variações do dólar, visto que eventos políticos e decisões econômicas externas podem provocar oscilações rápidas.

Como o julgamento de Bolsonaro afeta o mercado

O julgamento de Bolsonaro é observado de perto pelo mercado, não apenas pelo resultado, mas também por possíveis repercussões internacionais. Especialistas apontam que decisões políticas e jurídicas têm influência direta sobre:

  • Confiança de investidores estrangeiros;
  • Relações comerciais e tarifas internacionais;
  • Oscilações do dólar e demais moedas;
  • Comportamento de mercados futuros e de ações no Brasil.

O histórico das tarifas aplicadas por Trump evidencia que questões políticas internas podem gerar impactos econômicos externos, aumentando a atenção sobre o julgamento no STF.

Conclusão

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Imagem: alexgrec – Freepik

O dólar opera próximo da estabilidade nesta terça-feira, mas o cenário é marcado por cautela dos investidores. A retomada do julgamento de Bolsonaro, aliada às expectativas sobre o Federal Reserve e à atuação do Banco Central, define o ritmo das transações cambiais.

Enquanto isso, o mercado acompanha:

  • Resistência do dólar na faixa de R$ 5,40;
  • Possíveis efeitos de tarifas internacionais;
  • Sinais mistos da moeda no exterior;
  • Medidas preventivas do BC para reduzir volatilidade.

Especialistas reforçam que, apesar da estabilidade momentânea, a atenção deve se manter alta, pois eventos políticos e econômicos podem alterar rapidamente o panorama cambial no Brasil.

Com informações de Reuters via Terra

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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