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Dólar recua nesta segunda com foco em BCs e conflitos no Oriente Médio

O dólar iniciou a semana em queda frente ao real, com investidores atentos às decisões de bancos centrais e ao agravamento das tensões.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Brasileiros

Nesta segunda-feira, o dólar abriu em queda frente ao real, refletindo um ambiente de cautela nos mercados internacionais. O foco dos investidores está nas decisões de política monetária que diversos bancos centrais anunciarão ao longo da semana, além da crescente preocupação com os conflitos geopolíticos no Oriente Médio.

Como está a cotação do dólar hoje?

dólar
Imagem: jcomp – freepik

Por volta das 10h30, o dólar à vista registrava recuo de 0,46%, sendo negociado a R$ 5,517 na venda. Na B3, os contratos futuros de dólar com vencimento mais próximo caíam 0,53%, cotados a R$ 5,539.

A leve desvalorização da moeda americana ocorre após uma semana de ganhos, impulsionados pelo aumento da aversão ao risco global em função do agravamento das tensões entre Israel e Irã.

Leia mais: Bolsa sobe pela terceira sessão seguida puxada por PETR4; dólar registra leve alta

Fatores que pressionam o dólar nesta segunda-feira

Expectativa pelas decisões dos bancos centrais

Investidores aguardam, com grande expectativa, os anúncios de política monetária que devem ser feitos por importantes bancos centrais ao longo desta semana. Entre eles, destacam-se o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra.

As decisões sobre taxas de juros podem mexer diretamente com o fluxo de capitais globais e, consequentemente, com o câmbio. Um aumento nas taxas de juros nos EUA, por exemplo, tende a fortalecer o dólar ao atrair investidores para ativos norte-americanos.

Impacto das políticas monetárias

Especialistas apontam que o mercado cambial está antecipando uma postura mais cautelosa por parte do Fed, com possibilidade de manutenção das taxas no atual patamar. Já na Europa, há expectativas sobre uma possível elevação de juros como resposta ao avanço da inflação.

O dólar como ativo de proteção

Historicamente, o dólar é visto como um porto seguro em momentos de instabilidade. Na última sexta-feira, a moeda americana chegou a avançar contra várias divisas emergentes, justamente pela percepção de risco ampliado no cenário global.

No entanto, nesta segunda-feira, os investidores parecem adotar uma postura de realização de lucros, reduzindo posições compradas em dólar e aguardando os desdobramentos tanto da política monetária quanto do conflito internacional.

Ações do Banco Central brasileiro no mercado cambial

Para conter a volatilidade e garantir liquidez ao mercado, o Banco Central do Brasil anunciou a realização de um leilão de até 35 mil contratos de swap cambial tradicional. A medida tem como objetivo a rolagem do vencimento previsto para 1º de julho de 2025.

O que são os swaps cambiais?

Os swaps cambiais são instrumentos utilizados pelo Banco Central para oferecer proteção aos participantes do mercado contra oscilações bruscas no câmbio. Na prática, trata-se de uma troca de posições entre o BC e os investidores, com impacto direto sobre o volume de dólares disponível na economia.

Como o mercado internacional está reagindo?

Comportamento do dólar no exterior

No cenário internacional, o dólar também apresentava desempenho misto em relação a outras moedas de países desenvolvidos e emergentes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, mostrava recuo leve, refletindo a expectativa com as decisões do Fed.

Principais pares de moedas

O euro e a libra esterlina registravam ligeira valorização frente ao dólar, enquanto moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, também apresentavam ganhos.

Panorama do dólar turismo

Para quem pretende viajar ao exterior, o dólar turismo também apresentava leve recuo nesta manhã. A moeda era negociada na faixa entre R$ 5,57 (compra) e R$ 5,75 (venda), com variações de acordo com as casas de câmbio.

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Diferença entre dólar comercial e turismo

Vale lembrar que o dólar turismo costuma ter uma cotação mais elevada que o comercial, devido aos custos operacionais e impostos embutidos nas operações de câmbio para pessoas físicas.

Perspectivas para os próximos dias

dólar mercado inflação
Imagem: alexgrec – Freepik

Analistas de mercado projetam que o comportamento do dólar continuará oscilando ao longo da semana, principalmente em função dos eventos relacionados à política monetária global e às notícias sobre o Oriente Médio.

Se o Federal Reserve adotar um tom mais dovish (favorável a juros baixos), o dólar pode intensificar sua queda frente ao real.

Além disso, novas escaladas nas tensões geopolíticas podem provocar mudanças bruscas no fluxo cambial.

FAQ

Por que o dólar está em queda hoje?

O dólar cai devido à expectativa dos mercados sobre as decisões de bancos centrais ao longo da semana e também pela realização de lucros após altas recentes, influenciadas pelos conflitos no Oriente Médio.

Como os conflitos no Oriente Médio impactam o dólar?

Em momentos de tensão geopolítica, o dólar costuma se valorizar como ativo de proteção. Porém, nesta segunda-feira, houve movimento contrário, com investidores realizando lucros e aguardando definições econômicas.

Considerações finais

O início da semana mostra um mercado cauteloso, com o dólar em leve baixa frente ao real, enquanto os investidores analisam fatores internos e externos. As decisões dos bancos centrais e os desdobramentos no Oriente Médio permanecem como os principais vetores de volatilidade para os próximos dias.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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