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Moeda digital Drex pode substituir cédulas de reais, diz Banco Central

Drex, o Real digital do BC, está em testes e promete contratos inteligentes, mais segurança e inclusão financeira no Brasil.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
drex

O Banco Central do Brasil iniciou uma das maiores inovações financeiras da história recente do país: o Drex, a moeda digital oficial que representa o Real em formato 100% eletrônico. Ainda em fase de testes, o Drex é uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou seja, uma moeda digital de banco central, que não substitui o dinheiro físico, mas o complementa de forma segura, estável e moderna.

Ao contrário das criptomoedas privadas, o Drex é emitido, lastreado e garantido pelo próprio governo, com valor idêntico ao do real em papel. Ele surge como alternativa para transações complexas, oferecendo um novo patamar de segurança, automação e eficiência para os usuários e instituições financeiras.

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drex nova moeda
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

O que é o Drex?

Definição e estrutura do Real digital

O Drex é o nome da moeda digital brasileira oficial, desenvolvida e emitida pelo Banco Central. A sigla une as letras:

  • D de digital
  • R de real
  • E de eletrônico
  • X de conexão

Trata-se de uma representação do Real em formato digital e programável, que pode ser movimentada em plataformas financeiras modernas, com base em tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology), semelhante ao blockchain.

“É o Real do dia a dia dentro dessa nova tecnologia”, explica Fábio Araújo, coordenador do projeto.

O que o Drex NÃO é

  • Não é uma criptomoeda como o Bitcoin;
  • Não é uma stablecoin privada, apesar de ter valor estável;
  • Não é investimento especulativo, e sim moeda oficial digital;
  • Não substitui o Pix nem o dinheiro físico, mas atua como complemento.

Diferença entre Drex e Pix

Quando usar o Pix

O Pix continuará como principal ferramenta para pagamentos simples, rápidos e cotidianos. Ele foi criado para democratizar os meios de pagamento, oferecendo agilidade e gratuidade nas transações bancárias de pessoa para pessoa ou para empresas.

Quando usar o Drex

O Drex, por outro lado, será mais útil em operações financeiras complexas, como:

  • Compra e venda de veículos;
  • Empréstimos com garantias programadas;
  • Contratos de aluguel com pagamento condicionado à entrega de chaves;
  • Transações com múltiplas etapas e exigências.

Smart contracts: o diferencial do Drex

O que são contratos inteligentes?

Um dos pilares do Drex são os contratos inteligentes (smart contracts) — códigos programáveis que executam automaticamente operações financeiras, conforme condições pré-estabelecidas entre as partes.

Exemplo prático

Imagine a compra de um carro usado:

  • O comprador só quer pagar após receber o documento;
  • O vendedor só quer transferir o veículo após o pagamento.

Com o Drex, ambas as condições são programadas em um contrato inteligente. A transação só acontece se os dois lados cumprirem suas partes simultaneamente, garantindo transparência e segurança.

“Se algo der errado, a operação nem acontece. Ninguém perde nada”, reforça Fábio Araújo.

Vantagens dos contratos inteligentes

  • Redução de fraudes e conflitos;
  • Eliminação de intermediários caros;
  • Acesso a serviços antes limitados a grandes empresas;
  • Redução do custo operacional para todos.

Segurança, privacidade e confiança no sistema

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Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

Tecnologia de ponta

O Drex opera sobre a tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology), que garante:

  • Imutabilidade das informações;
  • Descentralização das validações;
  • Segurança criptográfica nas transações.

Assim como no sistema bancário atual, haverá regras para:

  • Sigilo bancário;
  • Privacidade de dados, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“O Banco Central não quer saber da vida das pessoas. Só precisa de dados agregados para fazer a política monetária”, diz Araújo.

Drex e inclusão financeira

Democratização do acesso a serviços

Com a infraestrutura do Drex, será possível desenvolver novos modelos de negócios e serviços financeiros mais acessíveis, como:

  • Investimentos fracionados a partir de R$ 5 ou R$ 10;
  • Empréstimos programados com contratos inteligentes;
  • Seguros digitais automáticos por demanda;
  • Cessão de crédito e negociação de dívidas via blockchain.

Impacto social

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O Drex tem potencial de ampliar o acesso a serviços que, hoje, são restritos a quem tem histórico bancário robusto, altos valores de entrada ou estrutura jurídica complexa.

Ele funcionará como uma plataforma nacional para inovação financeira, permitindo que fintechs, bancos e cooperativas criem soluções em cima dessa base digital pública.

Fase atual do projeto e próximos passos

Fase piloto em andamento

O projeto Drex encontra-se atualmente em fase piloto, com 16 instituições financeiras testando a infraestrutura da nova moeda digital. Entre os participantes estão grandes bancos, fintechs e cooperativas, todas autorizadas pelo Banco Central.

Testes com a população

A expectativa é que, ao final de 2024, comecem os testes com usuários reais, em ambientes controlados, antes do lançamento ao público geral.

Não há uma data oficial de lançamento, mas a projeção é que entre 2025 e 2026 o Drex esteja presente nas carteiras digitais da população brasileira.

Comparação: Drex x Criptomoedas x Moeda física

CaracterísticaDrexCriptomoedasMoeda física
EmissorBanco CentralEmpresas privadas / redesGoverno federal
ValorEstável (1 Drex = 1 Real)VolátilEstável
UtilizaçãoContratos, serviços complexosInvestimento, pagamentosCompras do dia a dia
SegurançaAltíssima, com DLTAlta, com blockchainMédia, sujeita a perdas
PrivacidadeProtegido por LGPDParcial / públicaCompleta
Acesso digitalSimSimNão
Regulação100% reguladoPouco ou não reguladoRegulamentado

Principais vantagens do Drex

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Estabilidade de valor

  • Diferente das criptomoedas, o Drex tem o mesmo valor do real físico, não sofrendo oscilações de mercado.

Integração com ativos digitais

  • Permitirá compra, venda e custódia de ativos digitais tokenizados, como imóveis, veículos ou investimentos.

Redução de custos operacionais

  • Elimina intermediários e reduz tarifas bancárias, oferecendo mais eficiência às transações.

Inclusão financeira

  • Viabiliza o acesso a produtos financeiros com baixas quantias e maior acessibilidade.

Transparência e controle

  • A tecnologia permite que os usuários acompanhem todas as etapas da transação de forma clara e auditável.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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