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E-commerce dispara e poderá atingir até 5 trilhões de dólares em vendas

É possível observar claramente o avanço e amadurecimento do e-commerce brasileiro como meio de compras da população.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento4 min de leitura
mini carrinho de compras em cima de um teclado de computador, representando o e-commerce, como Shein e Shopee

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

O e-commerce segue em disparada. Em 2021, o mercado alcançou US$ 139 bilhões e poderá chegar a US$ 4,9 trilhões até 2025. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Magis5, empresa que desenvolve soluções para integração com os principais marketplaces e plataformas de e-commerce.

Para o levantamento, foram levados em conta os dados das principais empresas envolvidas no e-commerce da América Latina, como Americanas, Magalu, Mercado Livre e VTEX. O objetivo da Magis5, que conduziu a pesquisa, foi entender a situação atual do mercado e conseguir estabelecer estratégias para ações futuras.

Vale lembrar que a startup busca conectar e automatizar a operação dos vendedores dentro dos canais digitais. Por isso, informações dessas principais players do e-commerce foram buscadas.

Crescimento e amadurecimento do e-commerce brasileiro 

A partir dos resultados do levantamento, foi possível observar claramente o avanço e amadurecimento do e-commerce brasileiro como meio de compras da população. O boom desse mercado veio após o início e auge da pandemia da Covid-19.

Depois do impulsionamento que recebeu em 2020, o comércio eletrônico registrou um crescimento consideravelmente menor quando comparado ao ano anterior, principalmente por conta da alta na inflação e crise dos combustíveis, além da guerra entre Rússia e Ucrânia que elevou o preço dos fretes e dos produtos também.

“Com a guerra da Ucrânia e a elevação das taxas de juros, os investimentos desaceleraram em todo o mundo, o que pode afetar os resultados dessas grandes empresas no curto e médio prazo com um crescimento mais tímido do e-commerce brasileiro”, apontou Vinícius Ribeiro, Head de Marketing da Magis5.

Resultado das principais players do e-commerce

Apesar do tímido crescimento apontado pelo head de marketing da Magis5, os números foram interessantes.

Para quem não conhece, o GMV é a sigla para Gross Merchandise Volume, que significa volume bruto de mercadorias. Ela é utilizada como métrica para calcular o volume bruto de mercadorias dentro de plataformas digitais. Confira, a seguir, os resultados do primeiro trimestre de 2022 das principais players de e-commerce:

Americanas

A Americanas obteve um crescimento de quase 22% em seu GMV e uma receita líquida de R$ 6,8 bilhões. Em relação a estratégia da empresa, o destaque foi o seu fortalecimento logístico, antecipando o prazo de entrega dos pedidos e possibilitando a compra e retirada dos produtos nas lojas físicas. Operando de maneira mais eficiente, a antiga B2W apresentou um aumento de 8% na base de clientes ativos.

Magalu

No trimestre, o crescimento da Magalu foi de 13%, com uma forte participação no e-commerce. Até mesmo depois da reabertura das lojas físicas em diversas regiões, as vendas online representam mais de 72% de todas as vendas realizadas pela empresa.

Em dois anos, a Magalu disparou aproximadamente 149% no número de vendas online, sendo o principal motivo para o aumento acelerado do comércio eletrônico, com 36% das comercializações e cerca de 180 mil sellers realizando as vendas de forma legal e formal.

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Mercado Livre

Principal player do comércio eletrônico e a companhia mais valiosa da América Latina, o Mercado Livre pode ver seu GVM crescer 32% em relação a 2021. 

Além disso, ao ampliar sua malha logística e sua estratégia para expandir o portfólio de produtos, a empresa também investiu na consolidação da Mercado Envios, o que manteve os resultados da sua fintech consistentes.

VTEX e seus clientes

Os resultados também foram interessantes para a VTX, multinacional brasileira de tecnologia com foco em cloud commerce, e seus clientes, como Coca-Cola, Sony, Walmart e AB InBev. As empresas apresentaram um crescimento em receita e GMV de aproximadamente 30% na comparação com o mesmo período de 2021.

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Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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