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É vantagem ter investimentos no exterior? O que é uma offshore?

Saiba o que é uma offshore e confira neste artigo da especialista Ale Boiani se ter investimentos no exterior é algo vantajoso.

Ale BoianiPor Ale Boiani4 min de leitura
Desenho de um boneco apontando sua mão para um celular de seu tamanho. Este está se conectando através de setas com um globo representando o planeta Terra.

Manter investimentos no exterior pode ser uma boa forma de diversificar a moeda de investimento, os tipos de empresas disponíveis e diminuir o risco ao que estamos expostos dentro do nosso próprio país. Na Europa e nos Estados Unidos, é bastante corriqueiro os investidores terem uma parte do patrimônio investido no exterior (offshore). O brasileiro é grande consumidor de produtos e serviços importados, sendo assim, por que não investir nestas grandes marcas que ele consome? Nike para tênis esportivos, streamings como Disney, Netflix, HBO, aplicativos como Uber, celular, relógios importados, computadores e notebooks da Apple são apenas alguns dos exemplos de produtos e serviços mais utilizados.

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O que são empresas offshore? Ter empresas fora do país é ilegal?

O real perdeu para o dólar nos últimos 10 anos cerca de 65% do seu valor, e o mercado internacional é bastante desenvolvido, tendo áreas disponíveis para investir que aqui no Brasil ainda são bastante incipientes, como por exemplo, a área de tecnologia. A bolsa de tecnologia americana, a NASDAQ, no ano de 2020 apesar da pandemia, fechou o ano com uma rentabilidade acima de 50% no ano, em dólares. Para que vocês tenham uma ideia, dos investimentos disponíveis no mundo, o Brasil representa por volta de 1%, e temos empresas no mercado americano que sozinhas, representam a nossa bolsa de valores por completo.

Abrir uma offshore pode ser muito vantajoso, desde que feito de forma honesta

Abrir uma empresa no exterior, uma “offshore”, e incluir investimentos mobiliários (ações, fundos, etfs, rendas fixas etc) e imobiliários (residências, escritórios, galpões etc) nela – desde que feito oficialmente e declarado ao fisco, é uma excelente forma de pagar menos tributos legalmente, assim como resolver questões sucessórias.

Um empresário no Brasil tem todo o seu patrimônio em risco caso ocorra algo com a empresa, pois como empresário, responde com patrimônio próprio. Ter parte do capital investido no exterior blinda e protege parte do seu capital.

Nos Estados Unidos, quando uma pessoa física tem mais do que US$ 60 mil investidos, caso venha a falecer a família precisa abrir um inventário, mesmo que a pessoa não resida fiscalmente lá, e pagar o imposto sucessório de 40%, 45%, dependendo do estado. Isto seria o equivalente ao nosso itcmd (imposto de transmissão causa ‘morte e doação’).

Na pessoa jurídica, ou seja, em uma offshore, isto não ocorre, pois a empresa não morre.

Ter o valor investido na pessoa jurídica também permite que os impostos sobre rendimentos sejam postergados, pagos somente no momento do resgate, sobre o ganho do capital.

Infelizmente no Brasil com todo o histórico de corrupção, ao se ouvir que alguém tem patrimônio no exterior, empresas offshore, se associa a algo errado, ilegal, ao invés de se ver como uma oportunidade de investimento disponível cada vez mais inclusive ao pequeno investidor.

Hoje já é possível, inclusive, abrir conta digital em dólares, tanto para utilização em viagens e pagamento de serviços e produtos dolarizados, como conta investimento para acessar diretamente esses ativos no exterior. Alguns players no mercado brasileiro têm facilitado a vida do pequeno investidor através da tecnologia e acesso a produtos que antes pareciam coisas apenas para milionários.

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Sobre a autora

Ale Boiani é CFP, Empresária, Assessora de Investimentos e Corretora de Seguros. A especialista também é CEO, gestora e fundadora do grupo financeiro 360iGroup, fundado há 11 anos e que tem cinco linhas diferentes de negócios nas áreas de seguros, finanças, investimentos e planejamento patrimonial, sucessório, tributário e fiscal. A profissional possui experiência de mais de 20 anos na área, e a companhia soma 1,3 bilhão sob administração e mais de 2.500 pessoas capacitadas.

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Imagem: elenabsl / Shutterstock.com

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Autor

Ale Boiani

Ale Boiani é CFP, Empresária, Assessora de Investimentos e Corretora de Seguros. A especialista também é CEO, gestora e fundadora do grupo financeiro 360iGroup, fundado há 11 anos e que tem cinco linhas diferentes de negócios nas áreas de seguros, finanças, investimentos e planejamento patrimonial, sucessório, tributário e fiscal. A profissional possui experiência de mais de 20 anos na área, e a companhia soma 1,3 bilhão sob administração e mais de 2.500 pessoas capacitadas.

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