Quem perdeu o eclipse solar de 2026 terá uma nova oportunidade de observar um dos fenômenos astronômicos mais impressionantes da década. Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total atravessará partes da Europa, África e Oriente Médio, com uma fase de totalidade que poderá ultrapassar seis minutos.
A duração excepcional faz com que o evento seja tratado como um dos grandes eclipses solares do século XXI. Entre os locais mais privilegiados estarão o Egito e regiões do sul da Espanha, além de áreas de Marrocos, Argélia, Líbia, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Para quem pretende acompanhar o fenômeno, porém, escolher o destino certo será fundamental. Estar próximo da linha central da faixa de totalidade pode significar minutos adicionais de observação do Sol completamente encoberto pela Lua.
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Quando será o eclipse solar de 2027?

O eclipse solar total acontecerá em 2 de agosto de 2027. O fenômeno começará sobre o oceano Atlântico e avançará pela região do Mediterrâneo, norte da África e Oriente Médio.
Segundo os cálculos astronômicos da NASA, a duração máxima da totalidade será de aproximadamente 6 minutos e 23 segundos. Esse período corresponde ao momento em que o disco da Lua encobrirá completamente o Sol para um observador localizado na região mais favorável da trajetória.
O eclipse completo, entretanto, durará muito mais. Antes e depois da totalidade haverá as fases parciais, nas quais apenas uma parte do Sol ficará escondida pela Lua.
Por que o eclipse de 2027 chama tanta atenção?
A principal característica do fenômeno é justamente a duração da totalidade.
Durante um eclipse solar total, a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol e bloqueia a luz direta da superfície solar. Para quem está dentro da estreita faixa atingida pela sombra lunar, o céu escurece e a coroa solar pode ser observada.
No eclipse de 2027, a combinação entre as posições da Terra e da Lua fará com que a totalidade seja especialmente longa. A NASA calcula que o ponto de maior duração ficará próximo do norte do Egito.
Por isso, o evento é frequentemente chamado de “eclipse do século”. O termo, porém, precisa ser entendido com cuidado: trata-se de uma referência à duração excepcional de um eclipse solar total dentro do século XXI, e não de todos os eclipses já registrados.
Onde será possível ver o eclipse total?
A faixa de totalidade passará por diferentes países.
Entre os territórios que poderão experimentar o eclipse em sua forma total estão:
- Espanha;
- Marrocos;
- Argélia;
- Tunísia;
- Líbia;
- Egito;
- Arábia Saudita;
- Iêmen;
- Somália.
A NASA disponibiliza mapas detalhados da trajetória da sombra lunar, permitindo identificar quais cidades estarão dentro da faixa de totalidade e quanto tempo o eclipse poderá durar em cada ponto.
Fora dessa faixa, o eclipse poderá aparecer apenas de forma parcial. A diferença é significativa: somente quem estiver dentro da região de totalidade verá o Sol completamente coberto pela Lua.
Egito terá uma das melhores posições para observar
O Egito está entre os destinos mais interessantes para acompanhar o eclipse de 2027.
A região próxima de Luxor ficará perto do ponto de maior duração do fenômeno. Os cálculos indicam aproximadamente 6 minutos e 22 segundos de totalidade na localidade, dependendo do ponto exato escolhido para a observação.
Além da duração, o país oferece uma vantagem para quem pretende transformar a observação em uma viagem turística. Luxor reúne importantes sítios arqueológicos e infraestrutura voltada ao turismo, embora a procura por hospedagem e transporte possa aumentar significativamente à medida que a data se aproximar.
Sul da Espanha também estará na rota
Quem não quiser viajar até o norte da África terá opções na Espanha.
A faixa de totalidade atravessará o sul do país e áreas próximas ao Estreito de Gibraltar. O Instituto Geográfico Nacional da Espanha aponta localidades como Cádiz, Málaga, Granada, Almería, Ceuta e Melilla entre as regiões que poderão observar o eclipse total.
A duração, entretanto, varia conforme a localização. Ceuta terá uma das melhores condições dentro do território espanhol, enquanto cidades como Cádiz e Málaga terão períodos de totalidade menores.
Ainda assim, a Espanha pode se tornar um dos destinos mais procurados por turistas europeus e estrangeiros, principalmente pela facilidade de acesso e pela combinação do fenômeno com destinos turísticos já consolidados.
O eclipse poderá ser visto do Brasil?
O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 não terá sua faixa de totalidade passando pelo Brasil.
Isso significa que quem estiver em território brasileiro não poderá experimentar a principal fase do fenômeno, na qual o Sol fica completamente encoberto pela Lua.
Para observar a totalidade, será necessário viajar para uma das regiões atravessadas pela sombra lunar. A visibilidade parcial, por outro lado, depende da posição geográfica e dos horários locais.
Qual será o melhor lugar para assistir?
Não existe necessariamente um único “melhor lugar”.
A duração da totalidade é um dos critérios mais importantes, mas o clima também pode fazer toda a diferença. Um local com seis minutos de totalidade e céu encoberto pode proporcionar uma experiência pior do que outro com quatro minutos e condições meteorológicas favoráveis.
Para quem pretende viajar, a escolha deve considerar pelo menos:
- duração da totalidade;
- probabilidade histórica de céu aberto;
- facilidade de acesso;
- hospedagem;
- transporte;
- infraestrutura turística;
- possibilidade de deslocamento caso a previsão do tempo seja desfavorável.
No Egito, por exemplo, regiões próximas a Luxor oferecem grande duração e clima geralmente seco. Já no sul da Espanha, a infraestrutura turística pode facilitar a viagem para quem prefere permanecer na Europa.
Que horas será o eclipse?
O horário dependerá da cidade escolhida.
A trajetória da sombra lunar fará com que o fenômeno aconteça em horários diferentes conforme o local de observação. Na Espanha, por exemplo, o eclipse ocorrerá durante a manhã de 2 de agosto.
Por isso, quem estiver planejando uma viagem não deve utilizar apenas o horário geral do eclipse. É necessário consultar os horários específicos de início, totalidade e encerramento para a cidade escolhida.
Mapas astronômicos permitem verificar inclusive a duração da totalidade em cada ponto da trajetória.
É seguro olhar diretamente para o eclipse?
Durante as fases parciais, não é seguro olhar diretamente para o Sol.
A observação deve ser feita com filtros solares apropriados para astronomia. Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente contra a radiação solar.
Existe uma exceção durante a fase de totalidade: quando a Lua cobre completamente o disco solar, a observação direta pode ser feita durante esse curto período. Assim que qualquer parte brilhante do Sol reaparecer, a proteção deve ser recolocada imediatamente.
O cuidado é especialmente importante porque uma lesão provocada pela observação inadequada do Sol pode ocorrer sem dor imediata e causar danos permanentes à visão.
Por que eclipses solares totais são tão raros?
A Lua precisa estar perfeitamente posicionada entre a Terra e o Sol para produzir um eclipse total.
Apesar de existir uma Lua nova aproximadamente uma vez por mês, isso não significa que um eclipse solar ocorrerá mensalmente. A órbita lunar é inclinada em relação ao plano da órbita terrestre, fazendo com que a sombra da Lua geralmente passe acima ou abaixo da Terra.
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Quando ocorre o alinhamento necessário, a sombra lunar atinge uma região relativamente pequena da superfície terrestre.
É justamente por isso que um eclipse total pode ser observado de determinado lugar apenas depois de muitos anos — e, em algumas localidades, pode levar séculos até que outro aconteça.
O que acontece durante os minutos de totalidade?
A transformação do ambiente ocorre rapidamente.
Conforme a Lua cobre o Sol, a luminosidade diminui. Durante a totalidade, o céu assume uma aparência semelhante ao crepúsculo, enquanto a temperatura pode cair e alguns animais podem apresentar alterações no comportamento.
Ao redor do disco lunar escuro aparece a coroa solar, formada pela atmosfera externa do Sol. Também podem ser observadas estrelas e planetas mais brilhantes.
O fenômeno dura poucos minutos, mas a experiência visual é bastante diferente de um eclipse parcial.
O eclipse de 2027 será o maior do século?
A expressão “mais longo do século” exige uma ressalva.
O eclipse de 2 de agosto de 2027 terá uma totalidade de aproximadamente 6 minutos e 23 segundos, uma duração excepcional para um eclipse solar total do século XXI.
No entanto, não se trata do eclipse solar total mais longo de toda a história. O recorde histórico pertence a outro evento, e a própria NASA apresenta o fenômeno de 2009 como mais longo que o de 2027.
Assim, a forma mais precisa de descrevê-lo é como um dos eclipses solares totais mais longos do século XXI.
Como se preparar para acompanhar o fenômeno?
Quem pretende viajar para acompanhar o eclipse deve começar o planejamento com antecedência.
A primeira decisão é escolher o país e a cidade. Depois, é necessário verificar a posição exata dentro da faixa de totalidade, os horários do fenômeno e as condições climáticas esperadas.
Também é recomendável reservar hospedagem e transporte com antecedência, especialmente em destinos como Luxor, que podem receber um grande fluxo de visitantes.
Para a observação, equipamentos como câmeras e telescópios exigem filtros solares específicos. Nunca se deve improvisar filtros ou utilizar materiais domésticos para tentar bloquear a luz do Sol.
E depois de 2027?

O calendário astronômico continuará trazendo eclipses nos anos seguintes. Em 26 de janeiro de 2028, por exemplo, ocorrerá um eclipse solar anular.
A Espanha também terá uma sequência incomum de eclipses solares relevantes. O país poderá acompanhar eclipses em 2026, 2027 e 2028, embora com características diferentes em cada ocasião.
Para quem gosta de astronomia, portanto, o eclipse de 2027 não será um evento isolado, mas parte de uma sequência de fenômenos que poderão ser acompanhados em diferentes regiões do planeta.
Conclusão
O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 promete ser um dos acontecimentos astronômicos mais marcantes da década. A totalidade poderá chegar a aproximadamente 6 minutos e 23 segundos, com o norte do Egito entre as regiões mais favorecidas para observação.
O sul da Espanha também terá localidades dentro da faixa de totalidade, oferecendo uma alternativa para quem prefere viajar pela Europa. Já o Brasil ficará fora da trajetória da totalidade.
Para quem pretende assistir ao fenômeno presencialmente, o planejamento antecipado será essencial. Escolher um ponto adequado, verificar as condições meteorológicas e utilizar proteção ocular apropriada durante as fases parciais são medidas fundamentais para aproveitar o eclipse com segurança.



