Na última quinta-feira (19), fechou-se o 13º dia da guerra em Israel com a declaração do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de que o combate ao grupo de resistência, Hamas, será longo. Isso pode gerar um impacto na economia de uma região brasileira.
Economia de região brasileira está em alerta vermelho com guerra em Israel; entenda
O conflito entre Israel e Hamas pode afetar a economia do Nordeste. A região exporta grandes quantidades para o Oriente Médio. Entenda.
A região em questão se trata do Nordeste, uma vez que a situação parece estar caminhando para um conflito regional no Oriente Médio. Essa escalada do conflito traz preocupações sobre as relações comerciais que os estados do Nordeste têm com os países Irã, Síria e Líbano.
Logo, Pernambuco, Bahia, Ceará e Maranhão poderão ser prejudicados, já que a exportação de commodities é uma das bases da economia desses estados.
Consequências da guerra em Israel na economia brasileira
De acordo com o coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias (Fiepe), Cézar Andrade, o cenário atual é de grande apreensão. Uma guerra regional no Oriente Médio poderia afetar com muita força a economia do Nordeste, justamente pelos impactos nos preços petrolíferos.
O Oriente Médio é o destino de muitos produtos nordestinos como, alimentos, bebidas à base de grãos, calçados e plásticos. Além do efeito em cadeia gerado pelo aumento dos preços dos combustíveis, a grande consequência da guerra em Israel na economia brasileira dessa região seria a queda nas exportações.
Ricos em logística global
Outra preocupação da Fiepe é, caso a expansão da guerra aconteça, o impacto que isso causará no Canal de Suez. Esse canal interliga os mares Vermelho e Mediterrâneo e é um ponto vital do comércio mundial, já que tem um papel de suma importância no transporte de petróleo, gás natural e mercadorias em todo o mundo.
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Assim, qualquer tipo de bloqueio do canal poderia ter um efeito global no que diz respeito ao comércio internacional e nas cadeias de abastecimento. “Como medida de precaução num panorama de guerra, navios podem ser retidos ou desviados dessa rota, levando a atrasos significativos”, explicou a coordenadora de Relações Internacionais Sthefany Miyeko Nishikawa.
Imagem: Anas-Mohammed/Shutterstock.com
