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Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5,30 com alívio após fim do risco de ‘shutdown’ nos EUA

Dólar cai com expectativa de fim do shutdown nos EUA e avanço do apetite ao risco. Ibovespa sobe e inflação surpreende para baixo no Brasil.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Dólar

A terça-feira começou com um movimento significativo no mercado de câmbio: o dólar segue em baixa no Brasil, acompanhando a melhora do apetite global por ativos de risco e refletindo o avanço de uma proposta no Senado dos Estados Unidos para pôr fim ao impasse fiscal que ameaça paralisar parte do governo americano.

No mercado à vista, às 10h36, o dólar recuava 0,49%, sendo negociado a R$ 5,2815 na venda. Já na B3, o contrato futuro de dezembro – o mais líquido do mercado brasileiro – caía 0,17%, para R$ 5,3040.

Esse movimento acompanha um ambiente de recuperação das bolsas internacionais e um dia de valorização de moedas de países emergentes, como real, peso chileno e peso mexicano.

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A crise do shutdown nos Estados Unidos e o impacto no câmbio

O principal fator por trás da queda do dólar é o avanço de um acordo no Congresso americano para evitar que órgãos governamentais fiquem sem financiamento. Isso impede demissões e garante o funcionamento de agências federais até 30 de janeiro.

Caminho do projeto

O Senado aprovou o texto na noite de segunda-feira. Agora ele segue para a Câmara, onde o presidente da Casa, Mike Johnson, já afirmou que pretende submetê-lo à votação na quarta-feira. Se aprovado, o texto segue para sanção do presidente Donald Trump.

A perspectiva de resolução reduz o risco político e econômico, o que naturalmente diminui a procura global por dólar e fortalece moedas de países emergentes.

Por que o shutdown afeta o dólar?

Quando existe risco de paralisação do governo dos EUA, investidores buscam segurança, elevando a demanda pela moeda americana. Ao contrário, quando cresce a confiança e a expectativa de solução, o fluxo se inverte: o capital volta para ativos de risco, derrubando a cotação do dólar.

Brasil em destaque: Ibovespa sobe e DIs caem

A queda do dólar está alinhada com o movimento positivo da bolsa brasileira. O Ibovespa voltou a operar acima dos 156 mil pontos, mostrando o bom humor dos investidores.

A diminuição das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) indica que o mercado também está ajustando expectativas sobre as próximas decisões de juros no país.

Em momentos de maior apetite ao risco, investidores estrangeiros aumentam as compras de ações e renda fixa no Brasil, fortalecendo o real e impulsionando o Ibovespa.

IPCA surpreende e reforça otimismo do mercado

Outro dado que favorece o real nesta terça-feira é o resultado da inflação oficial. O IBGE divulgou que o IPCA subiu 0,09% em outubro, abaixo dos 0,16% esperados por analistas e muito inferior aos 0,48% registrados em setembro.

Inflação acumulada em 12 meses

Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 4,68%, abaixo da projeção de 4,75%.

A desaceleração da inflação dá espaço para que o Banco Central siga avaliando cortes na taxa Selic ao longo de 2025, o que favorece ainda mais a entrada de capital estrangeiro no país.

Ata do Copom revela avaliação da inflação e expectativas para os juros

A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) trouxe novos detalhes sobre a leitura do Banco Central em relação à desinflação.

O que diz o documento

Inflação de serviços dá sinais de queda

Segundo o Copom, houve “algum arrefecimento” da inflação de serviços, historicamente um dos componentes mais persistentes do IPCA.

Persistência em segmentos específicos

Apesar disso, o Comitê alertou que a inflação de serviços “ainda se mostra mais resiliente”.

Expectativas de inflação começam a cair

O documento registra um “movimento mais nítido” de queda nas expectativas de inflação para prazos mais longos.

Impacto da isenção do Imposto de Renda

O Copom incorporou ao seu cenário a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso.

Com mais pessoas isentas, há potencial aumento de consumo, o que pode influenciar projeções futuras de inflação.

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Atuação do Banco Central no câmbio

O Banco Central anunciou, para as 11h30, leilão de 45 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de dezembro. Essa operação ajuda a suavizar a volatilidade do dólar sem mexer diretamente nas reservas internacionais.

Na segunda-feira, o dólar à vista já havia fechado em baixa de 0,51%, cotado a R$ 5,3076.

A continuidade da queda nesta terça reforça que o mercado percebe melhora no cenário global.

Brasil volta ao radar internacional

O dólar mais fraco e a inflação mais controlada criam um ambiente mais favorável à entrada de capital estrangeiro.

O que torna o Brasil mais atraente agora?

  1. Moedas emergentes se valorizam com a queda do dólar
  2. Inflação em desaceleração melhora previsibilidade
  3. Juros futuros recuam, criando oportunidade de valorização em renda variável

Com isso, o real se destaca como uma das moedas de melhor desempenho entre países emergentes no pregão desta terça-feira.

O que esperar nos próximos dias

O foco do mercado estará na votação da medida contra o shutdown na Câmara dos EUA. Se for aprovada, pode manter o fluxo positivo para mercados emergentes e pressionar ainda mais a queda do dólar.

Pontos de atenção no curto prazo

  • Reação do presidente Donald Trump
  • Indicadores econômicos dos Estados Unidos
  • Declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed)
  • Novas revisões nas expectativas de inflação no Brasil

Conclusão

O dólar opera em queda no Brasil devido a fatores combinados: avanço do acordo político nos EUA, redução do risco fiscal, entrada de fluxo estrangeiro e dados positivos de inflação no Brasil. O cenário favorece moedas emergentes e impulsiona a bolsa brasileira.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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