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Educação financeira: veja se ainda vale a pena investir nos EUA

Descubra se ainda vale a pena investir nos EUA em 2024. Analise as oportunidades do mercado americano e como a Nomad facilita seu acesso.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
EUA pib

Nos últimos meses, o cenário econômico global passou por significativas mudanças, especialmente em relação aos mercados financeiros.

No Brasil, a taxa Selic foi definida em 10,75% ao ano, enquanto nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) cortou sua taxa de juros em 0,50 ponto percentual, situando-a entre 4,75% e 5,0%. Essas movimentações impactam diretamente as opções de investimento, especialmente no que diz respeito à renda fixa.

O Mercado de Capitais Americano

Foto: Paula Zogbi, gerente de Research e head de conteúdo da Nomad
Imagem: Divulgação/Nomad

O mercado de capitais dos EUA, conhecido por ser o maior do mundo, oferece aos investidores acesso a uma vasta gama de ativos.

Segundo Paula Zogbi, gerente de Research e head de conteúdo da Nomad,“O mercado americano, sendo o maior mercado de capitais do mundo, oferece acesso a uma base global de títulos: governos e companhias do mundo inteiro fazem emissão de dívida denominada em dólar, pela maior investidores, além de aumentar a visibilidade e a possibilidade de captação de recursos.”.

Essa característica amplia as oportunidades de ganho para os investidores.

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Com a recente queda na remuneração dos títulos da dívida pública americana, também conhecidos como Treasuries, as oportunidades de investimento continuam relevantes, especialmente para aqueles que buscam proteção contra a volatilidade do mercado. Investir em moeda forte, como o dólar, pode ser uma estratégia eficaz, principalmente a longo prazo.

Renda Fixa e Suas Oportunidades

Mesmo com as mudanças nas taxas de juros, a renda fixa mantém um forte apelo. Títulos com liquidez e vencimentos no curto prazo ainda oferecem taxas competitivas, além de proteção cambial. Zogbi ressalta que, “para quem busca alongar os prazos, vencimentos médios, como os oferecidos pelas T-Notes, tendem a se beneficiar dos próximos cortes com oscilações menos significativas que as alternativas de prazos mais longos.” Os títulos de renda fixa são acessíveis por meio de ETFs, o que facilita ainda mais a diversificação.

Tipos de Títulos do Tesouro Americano

Os títulos do tesouro dos EUA apresentam várias opções que atendem a diferentes perfis de investidores:

  1. Treasury Bills (T-Bill): Títulos com vencimento de 1 a 3 meses, oferecem alta segurança e estabilidade, sendo ideais para investidores conservadores.
  2. Treasury Notes (T-Notes): Com vencimentos de 2 a 10 anos, esses títulos proporcionam pagamentos semestrais, permitindo que os investidores recebam juros periodicamente.
  3. Treasury Bonds (T-Bonds): Com vencimento de 20 a 30 anos, estes títulos apresentam maior volatilidade e também pagam cupons semestrais.
  4. Treasury Inflation-Protected Securities (TIPS): Títulos que ajustam seu valor principal com base nas variações do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), oferecendo proteção contra a inflação.

Comparação com o Tesouro Brasileiro

O Brasil também oferece opções de renda fixa, como o Tesouro Selic, que é uma alternativa segura e com alta liquidez, e o Tesouro IPCA+, que protege o investimento contra a inflação. No entanto, os Treasuries são considerados mais seguros devido à estabilidade econômica dos EUA. Para investidores que buscam diversificação, a combinação de títulos dos dois países pode ser uma estratégia eficaz.

Vantagens e Desvantagens

Investir nos EUA oferece algumas vantagens, como:

  • Diversificação Global: O acesso a uma gama de ativos internacionais pode ajudar a proteger seu portfólio contra a volatilidade local.
  • Liquidez: O mercado americano tende a ser mais dinâmico, com maior volume de operações, facilitando a negociação de ativos.

Entretanto, há desvantagens a serem consideradas, como:

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  • Variações Cambiais: O investimento no exterior pode aumentar a volatilidade no curto prazo devido às flutuações cambiais.
  • Compreensão dos Riscos: É essencial entender os riscos envolvidos, tanto na bolsa brasileira quanto na americana.

A Importância da Diversificação

Imagem do aplicativo e cartão com chip da Nomad, em fundo branco com a logo da fintech em letras pretas
Imagem: Divulgação / Nomad

Para minimizar os riscos, Zogbi enfatiza a importância de manter uma carteira diversificada e de optar por instituições financeiras confiáveis. Ela destaca que investir no exterior pode aumentar a volatilidade no curto prazo devido às variações cambiais, mas no longo prazo a tendência é proteger o patrimônio.

Como Investir nos EUA

Com o advento de fintechs como a Nomad, o acesso ao mercado americano se tornou mais simples. A Nomad oferece uma conta bancária nos EUA e acesso a investimentos internacionais, incluindo ações e ETFs negociados nas principais bolsas. A fintech tem visto um crescimento significativo, alcançando mais de 2 milhões de clientes ativos em agosto de 2024.

Os investidores podem construir seu patrimônio financeiro em dólar e realizar transferências internacionais com menores taxas de IOF, tornando o processo de investimento ainda mais acessível.

Considerações Finais

Diante do atual cenário econômico, investir nos EUA pode ser uma excelente oportunidade, especialmente para aqueles que buscam diversificação e proteção contra a volatilidade. A análise cuidadosa dos títulos disponíveis e a escolha de uma plataforma confiável são passos fundamentais para quem deseja navegar neste mercado.

Em suma, “é sempre recomendável diversificar e considerar o contexto econômico de cada país antes de tomar uma decisão”, como menciona Paula Zogbi. Com as estratégias corretas, investir nos EUA pode ser não apenas viável, mas também uma maneira inteligente de construir riqueza a longo prazo.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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