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Em ação contra o racismo, Carrefour instala câmeras corporais em seguranças

Após 12 anos de graves denúncias de racismo na empresa, o Carrefour finalmente adota medidas conta este crime; veja os detalhes.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Placa com a logo do Carrefour

Já faz um tempo que a rede de mercados Carrefour frequentemente associa-se ao racismo. Por isso, pensando em separar a imagem da empresa desse crime, a empresa decidiu instalar câmeras nos corpos de seus seguranças, uma vez que esses são os acusados pela prática.

O Carrefour anunciou a medida esta semana, sendo válida para os agentes de segurança da capital baiana, Salvador. Nesse sentido, a iniciativa começa no próximo mês, abrangendo 30 lojas e 357 seguranças da rede de mercados, incluindo os terceirizados.

Caso a empresa amplie a ação a nível nacional, o investimento poderá chegar a R$ 16 milhões. Além disso, o vice-presidente de Projetos Estratégicos do Carrefour destaca que o uso das bodycams proporcionará uma análise e acompanhamento minucioso das ações dos agentes.

Racismo do Carrefour deixou vítima fatal

Além disso, os casos de racismo não são eventos isolados e vêm sendo denunciados há aproximadamente 12 anos. Um deles resultou em uma vítima fatal. Há três anos, em uma unidade de Porto Alegre, um segurança de 53 anos espancou até a morte João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos.

Outros crimes contra pessoas negras na empresa

Entre outros casos, Vinicius de Paula, um homem negro, denunciou um desprezo por parte de uma atendente de São Paulo. Esta história ganhou repercussão pelo fato de a vítima ser casada com a jogadora de vôlei da seleção brasileira, Fabiana Claudino.

Outro caso notório de racismo ocorreu inclusive em Salvador, onde a ação será aplicada. Duas pessoas negras foram agredidas, e as redes sociais passaram a criticar a rede de supermercados. Após esse incidente, a empresa atualizou sua biografia do Instagram, alertando que o racismo é crime.

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Além disso, em 2009, seguranças espancaram Januário Alves de Santana, após o acusarem de tentar roubar seu próprio veículo. Outro caso de racismo ocorreu com Luís Carlos Gomes, que inclusive é uma Pessoa com Deficiência (PcD), após abrir uma lata de cerveja dentro do mercado.

Por fim, desde 2020, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) definiu que a empresa deveria investir R$ 115 milhões em ações contra o racismo.

Imagem: Ricochet64 / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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