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Em protesto contra o STF, homem ateia fogo em próprio corpo

O manifestante gritou “Morte ao Xandão” e ateou fogo no próprio corpo no canteiro central da Esplanada dos Ministérios

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Imagem da estátua da Justiça pichada no Planalto

Um homem morreu, nesta quinta-feira (2), após atear fogo ao próprio corpo em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele estava internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, desde a última terça-feira (31) – dia em que ateou fogo em si.

De acordo com o portal Metrópoles, o manifestante colocou fogo no prório corpo no canteiro central da Esplanada dos Ministérios e gritou “Morte ao Xandão”.

O apelido faz referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possuem o costume usar o apelido quando se referem ao membro da Corte.

A Polícia Militar do DF informou que testemunhas conseguiram apagar as chamas do corpo do manifestante e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar da região. De acordo com testemunhas, o homem que ateou fogo em si mesmo tinha 58 anos e era de Botucatu (SP).

Homem estava com fotos de figuras que tentaram assassinar Hitler 

O homem que ateou fogo em próprio corpo estava com fotos de personalidade que tentaram assassinar o ditador alemão nazista, Adolf Hitler.

Os papéis continham imagens imprimidas em preto e branco de Johann Georg Elser e Claus von Stauffenberg. Este último comandou a Operação Valquíria – que tinha como objetivo matar Hitler, e tanques de guerra. Já o primeiro, tentou assassinar o nazista austríaco.

Além disso, possuía uma foto do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Todas as imagens carregadas por ele continham os escritos “Perdeu, mané”.

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A frase foi utilizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, quando foi abordado por um manifestante bolsonarista em Nova York, nos Estados Unidos. 

O caso aconteceu em novembro do último ano, quando o ministro Barroso participava do evento Lide Brazil Conference com outros magistrados do Supremo, na cidade norte-americana. Na ocasião, os juízes foram hostilizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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