Após a confirmação de casos do vírus H5N1, popularmente conhecido como gripe aviária, o Ministério da Agricultura e Pecuária decretou estado de emergência zoossanitária em todo o Brasil. Embora não existam registros de casos de transmissão para humanos, a preocupação recai sobre as aves silvestres do país.
Emergência no Brasil: Descubra o que se sabe sobre a gripe aviária
Novo vírus causa preocupação em quem cria galinhas e outras aves. Entenda que vírus é esse e quais os perigos.
A medida, que tem validade de 180 dias, visa evitar a disseminação da doença na produção de aves destinadas ao consumo e ao comércio, e de igual forma preservar a fauna e a saúde pública. A determinação, portanto, teve publicação na Portaria nº 587 do Diário Oficial da União, com divulgação nesta segunda-feira (22).
Casos até aqui
Recentemente, houve a confirmação de novos casos de influenza aviária no Espírito Santo, acumulando sete ocorrências no estado, segundo o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Além disso, um caso foi identificado em São João da Barra, no Rio de Janeiro.
Diante dessa situação, as autoridades alertam a população para que não manuseie aves doentes ou mortas. Além disso, recomenda que, caso encontrem algum exemplar nessas condições, acionem imediatamente os serviços veterinários mais próximos. Evitando, dessa forma a propagação do vírus H5N1.
Transmissão do vírus
É importante ressaltar que a transmissão do vírus da gripe aviária para humanos ocorre principalmente por meio do contato direto com aves infectadas – vivas ou mortas. Não há evidências de que o consumo de carne de aves ou ovos possa resultar em contaminação.
As espécies de aves que vêm sofrendo a contaminação incluem o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), o trinta-réis-real (Thalasseus Maximus) e o atobá-pardo (Sula leucogaster).
Medidas preventivas
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A Portaria nº 587 prorroga por tempo indeterminado a proibição de exposições, torneios, feiras e outros eventos que envolvam aglomeração de aves. A medida também se estende à criação de aves ao ar livre, em estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária.
Essa medida visa a preservação de todas as espécies de aves que possam contrair a gripe aviária. Sejam estas para produção, ornamentação, aves silvestres ou exóticas mantidas em cativeiro, entre outras finalidades.
Imagem: Reprodução / Freepik
