A Coesa é uma empresa ligada à OAS e estava em recuperação judicial. Entretanto, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decretaram a sua falência e decidiram a venda dos bens do negócio em até 6 meses.
A Coesa surgiu do desmembramento da OAS, construtora que estava envolvida nas investigações da operação Lava Jato. Desde 2021 ela está em recuperação judicial com uma dívida de mais de R$ 4 bilhões. Contudo, os juízes apontam possíveis fraudes no processo para justificar a falência.
Segundo informações do Estadão, os advogados da empresa contestam a alegação de fraude e vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para recorrer da decisão do TJSP. Relator do caso, aponta que as investigações sobre as fraudes devem continuar.
Judiciário desconfia que empresa ligada à OAS foi criada para entrar em recuperação judicial
A construtora OAS ficou em recuperação judicial entre 2015 e 2020. O resultado desse processo foi a divisão da empresa em duas outras: a Metha e a Coesa. Entretanto, os credores da construtora apontam fraude nessa divisão, já que todos os ativos frágeis financeiramente ficaram com a Coesa.
Além disso, a empresa ligada à OAS assumiu dívidas da sua irmã, antes de entrar com o processo de recuperação. A Justiça ainda aponta ilegalidades na votação do acordo entre os credores e no pagamento de dívidas trabalhistas.
Para os desembargadores, a empresa influenciou alguns credores para que o plano de pagamento fosse aceito em assembleia.
Credores recorreram
Diante dos indicativos de ilegalidade no processo e de fraude na criação das empresas, o TJSP determinou a falência da Coesa em favor dos credores. A Justiça ainda não determinou o bloqueio dos bens da empresa ligada à OAS, mas já pediu a listagem de todos eles.
De acordo com a decisão dos desembargadores, a venda deles deve acontecer em até 6 meses para pagar os credores.
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