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Empresa ligada à OAS vai à falência e juiz determina venda de bens

O Superior Tribunal de Justiça determina a falência da empresa ligada à OAS e dá prazo para a venda dos seus bens. Entenda!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Celular com a logo da Construtora OAS na tela

A Coesa é uma empresa ligada à OAS e estava em recuperação judicial. Entretanto, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decretaram a sua falência e decidiram a venda dos bens do negócio em até 6 meses.

A Coesa surgiu do desmembramento da OAS, construtora que estava envolvida nas investigações da operação Lava Jato. Desde 2021 ela está em recuperação judicial com uma dívida de mais de R$ 4 bilhões. Contudo, os juízes apontam possíveis fraudes no processo para justificar a falência.

Segundo informações do Estadão, os advogados da empresa contestam a alegação de fraude e vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para recorrer da decisão do TJSP. Relator do caso, aponta que as investigações sobre as fraudes devem continuar.

Judiciário desconfia que empresa ligada à OAS foi criada para entrar em recuperação judicial

A construtora OAS ficou em recuperação judicial entre 2015 e 2020. O resultado desse processo foi a divisão da empresa em duas outras: a Metha e a Coesa. Entretanto, os credores da construtora apontam fraude nessa divisão, já que todos os ativos frágeis financeiramente ficaram com a Coesa.

Além disso, a empresa ligada à OAS assumiu dívidas da sua irmã, antes de entrar com o processo de recuperação. A Justiça ainda aponta ilegalidades na votação do acordo entre os credores e no pagamento de dívidas trabalhistas.

Para os desembargadores, a empresa influenciou alguns credores para que o plano de pagamento fosse aceito em assembleia.

Credores recorreram

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Diante dos indicativos de ilegalidade no processo e de fraude na criação das empresas, o TJSP determinou a falência da Coesa em favor dos credores. A Justiça ainda não determinou o bloqueio dos bens da empresa ligada à OAS, mas já pediu a listagem de todos eles.

De acordo com a decisão dos desembargadores, a venda deles deve acontecer em até 6 meses para pagar os credores. 

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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