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Empresas aumentam tempo da licença-paternidade

Prática se mostra benéfica por vários motivos. Entenda mais sobre a licença-paternidade estendida e quais empresas já aderiram a ela.

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
Paternidade

Mesmo existindo na legislação brasileira a garantia no Artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943, a licença-paternidade ainda é alvo de discussões sobre sua duração. Afinal, ela oferece aos pais apenas o período de 20 dias de licença, enquanto as mães podem se ausentar do emprego por cerca de 6 meses.

Contudo, de acordo com um artigo publicado pela revista Forbes, esse cenário vem mudando. Isso porque algumas empresas aumentam o tempo de licença-paternidade, com a finalidade de oferecer maior tempo do pais com os filhos.

Em 2023, a Shell, a farmacêutica Haleon e o banco JP Morgan são 3 exemplos de empresas que tomaram essa decisão. Por isso, confira o que pode mudar e o que aguardar do setor para possíveis licenças mais longas do pais.

Licença-paternidade chega a 6 meses em algumas empresas brasileiras

Dentre os exemplos citados acima, a Haleon é uma das empresas que ampliou a licença-paternidade para 6 meses. Além disso, ela é válida tanto para filhos biológico como adotivos.

De acordo com o gerente de trade marketing da empresa, Idevane Bides, a iniciativa irá, em breve, se estender para casais homoafetivos. Contudo, a partir de 1º de maio, todos os funcionários da empresa já terão como benefício a licença-paternidade remunerada por 6 meses, a partir do nascimento ou guarda da criança.

No caso da Shell, o tempo de licença parental subiu de 20 dias para 56 dias corridos. Contudo, a empresa concedeu aos funcionários a possibilidade de dividir o período. Na prática, são 20 dias após o nascimento e adoção e outros 36 que podem acontecer em qualquer momento do primeiro ano após a paternidade.

Vantagens de ampliar o período da licença-paternidade

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Segundo um estudo da McKinsey sobre a licença-paternidade estendida, a prática costuma favorecer a ascensão profissional das mulheres. Isso porque, ao permitir que os homens compartilhem os primeiros meses com o filho ao lado da mulher, elas podem se dedicar à carreira enquanto cuidam do filho.

Além disso, há dados que apontam que homens que tiveram um maior tempo na licença-paternidade, retornam ao trabalho mais dispostos. Ao mesmo tempo, suas companheiras voltaram ao mercado mais cedo e com menores níveis de estresse.

Imagem: Prostock-studio / shutterstock.com

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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