Nesta segunda-feira (28), o Banco Central do Brasil divulgou o relatório de Estatísticas monetárias e de crédito. Assim, o endividamento das famílias encerrou o mês de junho em 48,3%, o que corresponde a uma queda de 0,5 pontos percentuais (p.p.) no mês, e de 1,6 p.p. em doze meses.
Endividamento das famílias apresenta queda no Brasil
De acordo com o Banco Central, o endividamento das famílias encerrou o mês de junho em 48,3%. Veja mais detalhes!
No entanto, o comprometimento de renda das famílias apresentou um aumento de 0,2 p.p. em junho e 1,5 p.p. em doze meses, fechando o primeiro semestre em 28,3%. Dessa forma, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em junho, quase 65% das famílias com dívidas bancárias e/ou não bancárias tinham a intenção de participar do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil.
Redução na inadimplência
Vale lembrar que estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente. Isso porque os gastos excessivos, perda de renda ou aumento do custo de vida podem causar o endividamento. Já a inadimplência é a incapacidade da pessoa de arcar com seus compromissos financeiros. O que a leva a ter o nome incluído em birôs de crédito, como o Serasa.
Portanto, de acordo com o Banco Central, em julho, a inadimplência chegou a 6,2% em financiamentos e empréstimos, o que representa uma redução mensal de 0,1 p.p. Assim, a queda no número de brasileiros inadimplentes pode ser explicada pela redução nas taxas de juros nas operações de crédito.

Queda nos juros
Ainda segundo o relatório do Banco Central, em julho, a taxa média de juros nas operações de crédito com recursos livres chegou a 44,3% ao ano. O percentual corresponde a uma diminuição de 0,3 p.p no mês e a um aumento de 3,9 p.p. em doze meses.
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No entanto, quando vista por segmento, a taxa de juros apresentou queda de 0,6 p.p no mês e alta de 5,1 p.p. em doze meses. Dessa forma, a taxa de juros chegou a 58,5% nas operações de crédito livre com pessoas físicas em julho.
Imagem: fizkes / Shutterstock.com
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