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Entregadores de aplicativo devem fazer greve na próxima semana

Após reunião, entregadores de aplicativo definem greve para o próximo dia 29 de setembro. Confira os detalhes sobre o assunto.

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 2 min de leitura
delivery

Os entregadores de aplicativo do Brasil decidiram adiar a greve nacional que estava prevista para esta semana. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na sexta-feira passada, em meio às negociações contínuas entre os trabalhadores e as empresas que operam os apps de delivery.

Nesse sentido, a greve, agora marcada para o próximo dia 29, visa pressionar por melhorias nas condições de trabalho desses profissionais. Confira, a seguir, todos os detalhes sobre o assunto e veja como ficou a situação após tentativas de negociações.

Entenda a greve organizada pelos entregadores de aplicativo

entregador de moto vestido com capa e capacete vermelhos
Imagem: Tricky_Shark / Shutterstock.com

As discussões atuais se concentram, principalmente, na regulamentação da categoria, incluindo motoristas de aplicativos de transporte de passageiros. Para isso, criou-se um Grupo de Trabalho para lidar com essas questões, em que estabeleceram hoje como o prazo limite para definir as regulamentações relacionadas aos apps de transporte de passageiros e até amanhã para os entregadores.

Além disso, uma das principais divergências nas negociações diz respeito à remuneração dos trabalhadores envolvidos. Isso porque as empresas propuseram um pagamento de R$ 17 por hora efetivamente trabalhada, uma oferta rejeitada pelos profissionais, já que não considera o tempo à disposição.

Atualmente, as empresas pagam em média R$ 12 por hora, enquanto a categoria reivindica um valor de R$ 35. Ademais, a forma de contabilizar o horário de trabalho também tem sido um ponto de desacordo.

Contribuição previdenciária

Outro tópico em discussão é a contribuição previdenciária dos entregadores. O governo propôs uma alíquota de 31%, com 20% pagos pelas empresas e 11% pelos entregadores, calculados sobre 70% do ganho líquido do trabalhador. Porém, essa questão continua sem resolução e a falta de um acordo sobre a previdência tem sido um dos principais obstáculos nas negociações.

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No entanto, a prorrogação da greve reflete a insatisfação contínua dos entregadores com as condições de trabalho e a busca por uma regulamentação que atenda melhor às suas necessidades e direitos. A data de 29 de setembro se tornou uma nova oportunidade para as empresas e o governo chegarem a um acordo que satisfaça ambas as partes e melhore as condições de trabalho desses profissionais.

Imagem: art around me / shutterstock.com

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