A Secretaria de Educação Básica encaminhou, na última quarta-feira, 12 de julho de 2023, um ofício para os secretários de educação dos Estados. No caso, o documento determinava o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), também conhecido como as “escolas de Bolsonaro”.
Estados não quiseram nem saber e manterão “escolas de Bolsonaro” que Lula encerrou; saiba mais
Em meio ao fim das escolas de Bolsonaro, estados se posicionam sobre a decisão e tendem a seguir com projeto. Saiba mais!
Contudo, a determinação não proibia a existência de escolas com o perfil cívico-militar. Dessa forma, alguns estados estão apontando que vão seguir com o programa, mesmo sem o incentivo da União.
Simultaneamente, o governo de outras unidades federativas ainda não se posicionaram sobre tomar uma decisão em relação ao assunto. Entenda os motivos que levaram o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a tomar tal decisão sobre as escolas implementadas na gestão de Bolsonaro.
Posição dos estados sobre as escolas de Bolsonaro
Em suma, os governos dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, foram mais incisivos em manter as escolas funcionando. Além disso, outras cinco unidades federativas não vão sofrer o impacto da mudança do governo. São elas:
- Bahia;
- Goiás;
- Rio de Janeiro;
- Rondônia.
O Distrito Federal também é outro local que não deve sofrer impacto na alteração realizada pelo governo Lula. Outras gestões estaduais estudam como proceder sobre isso, como é a situação de Minas Gerais e Amazonas.
Argumentos do governo Lula
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Conforme o texto encaminhado pela Secretaria de Educação Básica, um dos motivos para o fim das escolas de Bolsonaro é estratégico. Assim, no ofício foi indicado que “as características do Programa e sua execução até agora indicam que sua manutenção não é prioritária e que os objetivos definidos para sua execução devem ser perseguidos mobilizando outras estratégias de política educacionais”.
Ademais, outros pontos foram determinantes para que o atual governo colocasse fim nessas instituições. Nesse sentido, é possível destacar argumentos como ausência de coesão/coerência do projeto, alta demanda de recursos, desvio de finalidade das forças armadas e, até mesmo, falta de justificativa para existência do Pecim.
Imagem: Marcelo Chello / shutterstock.com
