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Estudante de medicina da USP que desviou R$ 937 mil da verba de formatura tem julgamento marcado

Estudante de medicina da USP que roubou quase R$ 1 milhão da festa de formatura tem o julgamento marcado! Veja mais!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio3 min de leitura
Carrefour

O julgamento da estudante de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Alicia Dudy Muller Veiga, já tem data para acontecer. A Justiça marcou para o dia 31 de outubro. Os envolvidos aguardam ansiosos o desfecho dessa situação.

A acusação se baseia no desvio de um montante de 937 mil reais, arrecadados para uma festa de formatura dos estudantes de medicina. A jovem estudante confessou o desvio e explicou que, em sua perspectiva, o dinheiro estava sendo mal gerenciado.

Segundo Alicia, a empresa responsável pela formatura não estava conduzindo devidamente a administração dos recursos. Assim, ela decidiu tomar as rédeas e administrar a quantia por conta própria. Porém, ao colocar o montante em aplicações financeiras, acabou perdendo o dinheiro.

Entenda o caso que levou a estudante de medicina da USP à Justiça

Os alunos e colegas de classe de Alicia começaram a acusá-la de estelionato, em janeiro deste ano, após perceberem uma mudança no estilo de vida da estudante. Dessa maneira, segundo as informações, ela, que tinha origem humilde, começou a aparecer com itens novos.

Por exemplo, alugou um apartamento de R$ 3.700 em um dos melhores bairros de São Paulo. Depois, o mobiliou por inteiro e ainda acabou alugando um carro e um iPhone novo, que custavam R$ 2.190 e R$ 3.000 por mês, respectivamente.

Com isso, os alunos da Comissão de Formatura da Faculdade de Medicina da USP foram atrás da antiga empresa que administrava o saldo, a fim de reaver o dinheiro. Na ocasião, perceberam o que estava acontecendo.

Como a estudante tentou reaver o dinheiro perdido?

Segundo a versão que ela contou à Polícia, em um ato de desespero para recuperar o dinheiro perdido, a estudante de medicina da USP decidiu arriscar sua sorte numa lotérica. Como era de se esperar, a manobra não deu certo, levando a um rombo ainda maior em comparação ao valor inicialmente arrecadado para a formatura.

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A defesa de Alicia ainda tenta provar sua inocência. Seu advogado, Sergio Giolo, pediu a absolvição sumária da estudante, alegando falta de provas. Porém, o juiz do caso afirmou haver “indícios de autoria e materialidade” do crime e a tornou ré.

“São 110 alunos que se esforçaram para entrar na faculdade de medicina da USP e agora estão vendo esse sonho [da formatura] correndo risco”, disse, em janeiro, a delegada Zuileika Gonzalez Araújo. Por fim, a defesa de Alicia, por sua vez, diz acreditar na inocência da estudante e acredita que será capaz de provar isso durante o decorrer do processo.

Imagem: Krakenimages.com / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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