Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

EUA anunciam tarifas de 20–40% para 14 nações a partir de agosto

EUA anunciam tarifas de até 40% para 14 países, incluindo Japão e Coreia, a partir de 1º de agosto.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta segunda-feira (7) um novo pacote tarifário que promete estremecer as relações comerciais com parceiros ao redor do mundo. Em cartas enviadas diretamente aos líderes dos países afetados — e publicadas em seu perfil na rede social Truth Social — Trump anunciou a aplicação de tarifas que variam de 20% a 40% sobre importações de 14 nações, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025.

Entre os países atingidos estão nomes de peso, como Japão e Coreia do Sul, além de nações emergentes como África do Sul, Indonésia e Tailândia. A medida reforça a estratégia protecionista do governo republicano, que promete ainda mais anúncios relacionados a acordos comerciais nos próximos dias.

Leia mais: Alckmin prega diálogo após ameaça de tarifas dos EUA

Quais países foram atingidos e quais as taxas?

EUA
Imagem: Freepik

O pacote divulgado detalha as porcentagens exatas para cada país, com a promessa de sobretaxas adicionais em caso de retaliações. Veja a lista completa:

  • África do Sul – 30%
  • Bangladesh – 35%
  • Bósnia e Herzegovina – 30%
  • Camboja – 36%
  • Cazaquistão – 25%
  • Coreia do Sul – 25%
  • Indonésia – 32%
  • Japão – 25%
  • Laos – 40%
  • Malásia – 20%
  • Mianmar – 40%
  • Sérvia – 35%
  • Tailândia – 36%
  • Tunísia – 25%

No comunicado, Trump foi direto: “Se por qualquer razão você decidir aumentar suas tarifas, então, qualquer que seja o número que você escolher para aumentá-las, será adicionado aos 25% que cobramos.”

Impactos imediatos nas bolsas

O mercado reagiu rapidamente ao anúncio. As ações de empresas automobilísticas japonesas listadas nos EUA, como Toyota e Honda, registraram quedas expressivas na tarde desta segunda-feira. A Toyota perdeu 4,1% de valor, enquanto a Honda recuou 3,8%, evidenciando a preocupação dos investidores com o impacto da nova tarifa de 25% sobre o Japão — um ponto percentual acima do que havia sido inicialmente anunciado em abril.

Uma escalada prevista desde abril

O anúncio desta segunda-feira retoma a agenda iniciada em 2 de abril, quando Trump revelou as primeiras tarifas contra esses países. Uma semana depois, no entanto, o presidente limitou as tarifas a 10% até 9 de julho, com a intenção de abrir espaço para negociações bilaterais.

O prazo para apresentação de novas propostas terminaria na quarta-feira (9), mas Trump decidiu estender o período até 1º de agosto. Segundo o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida foi motivada pelo grande volume de novas ofertas recebidas de parceiros comerciais nas últimas 24 horas.

“Tivemos muitas pessoas mudando de postura em termos de negociações. Então minha caixa de entrada estava cheia ontem à noite com muitas novas ofertas, muitas novas propostas”, afirmou Bessent, deixando em aberto a possibilidade de revisões antes do início da vigência das tarifas.

Coreia e Japão na mira

Entre os parceiros mais impactados pela decisão estão Coreia do Sul e Japão, tradicionais aliados econômicos e militares dos Estados Unidos. No caso coreano, a tarifa anunciada mantém a mesma taxa de 25% já apresentada em abril. Para o Japão, no entanto, houve um aumento adicional, elevando a tarifa para o mesmo patamar coreano.

O endurecimento da postura americana levanta dúvidas sobre o futuro das relações comerciais com o eixo Ásia-Pacífico e adiciona tensão em um cenário geopolítico já delicado.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Repercussões políticas

Lula rebate fala de Trump; entenda a situação!
Imagem: Evan El-Amin / shutterstock.com

Analistas políticos veem a decisão de Trump como parte de sua estratégia para a campanha presidencial de 2026, reforçando seu discurso nacionalista e sua promessa de proteger os empregos americanos diante da concorrência internacional.

Embora os detalhes das retaliações ainda não tenham sido divulgados pelos países atingidos, espera-se uma reação coordenada em fóruns como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O que esperar nos próximos dias?

O Secretário do Tesouro adiantou que mais anúncios relacionados a acordos comerciais estão previstos para esta semana, mas não especificou quais países ou setores podem ser afetados.

Isso mantém os mercados em alerta e adiciona volatilidade aos negócios globais.

Com informações de: Poder360

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados