O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou, na última terça-feira (17), o pedido da Petrobras para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. Como consequência, houve uma rachadura no governo, entre quem é a favor e quem é contra.
Exploração de petróleo causa divisão no governo; veja
Negativa de pedido para exploração de petróleo causa uma rachadura entre os aliados do governo. Clique para saber o que aconteceu.
O Ibama faz parte do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, que está sob o comando de Marina Silva, aliada do presidente Lula. Diante da decisão do órgão, a base do governo começou a se dividir.
Por exemplo, o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, pediu seu desligamento da Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva. Isso pois ele é um dos maiores apoiadores do projeto de extração de óleo na região Norte.
Ibama diz que área de exploração de petróleo é muito sensível
De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a área que a Petrobras quer explorar é repleta de reservas ambientais, terras indígenas, mangues e concentra uma grande quantidade de biodiversidade marinha
Nesse sentido, o projeto da Petrobras teria alguns pontos críticos em relação à proteção desse território e das comunidades da região. Por isso, ele indeferiu o pedido de exploração de petróleo na área.
O bloco 59 (foz do rio Amazonas) faz parte dos blocos que vão do litoral do Amapá até o Rio Grande do Norte. Juntos, eles possuem uma capacidade de produção de 14 bilhões de barris de petróleo. Conforme o orçamento da estatal, entre 2023 e 2029, US$ 2,9 bilhões seriam investidos na exploração da região.
Lula diz que não há riscos ambientais
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Durante entrevista coletiva antes de deixar o Japão, o presidente do Brasil tentou colocar panos quentes na situação. Para ele, o meio ambiente do Amazonas não está em risco, já que a exploração de petróleo aconteceria a 530 quilômetros da costa.
Da mesma forma, disse que a Petrobras teve todas as chances para resolver as questões do Ibama antes de ter o pedido indeferido. Além disso, ele deixou claro que só vai tomar uma decisão a respeito depois que chegar ao Brasil de sua viagem.
Imagem: Kirill Gorshkov/shutterstock.com
