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Prepare o bolso: Extintor de incêndio pode voltar a ser obrigatório em carros!

A obrigatoriedade do extintor de incêndio em carros de passeio pode voltar. Entenda o que diz o projeto!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
extintor de incêndio

O extintor de incêndio veicular, que deixou de ser obrigatório em carros de passeio no Brasil em 2015, pode voltar a integrar a lista de itens obrigatórios dos veículos. A proposta, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), reacende um debate que divide opiniões entre especialistas, associações automotivas e motoristas.

Recentemente aprovada na Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor, a medida será analisada pelo Plenário do Senado. Mas afinal, o que está em jogo com essa possível mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB)?

O Que Diz o Projeto de Lei

Imagem: Velimir Zeland / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

A proposta prevê que o extintor de incêndio do tipo ABC volte a ser obrigatório para carros de passeio no Brasil. Esse modelo é considerado mais eficiente por ser capaz de combater incêndios envolvendo materiais sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos.

Leia mais: Posso levar multa por não ter extintor de incêndio no carro?

O senador Eduardo Braga defende que o extintor é um item essencial de segurança, argumentando que problemas mecânicos e elétricos em veículos ainda são uma preocupação relevante. Ele também destaca que o custo do equipamento — estimado em torno de R$ 70 a R$ 150 — é pequeno quando comparado ao valor total de um veículo.

Outro dado utilizado para justificar a proposta é que cerca de 17% dos recalls de veículos no Brasil estão relacionados a falhas que poderiam gerar incêndios.

Histórico da Obrigatoriedade

O extintor de incêndio veicular já foi obrigatório no Brasil por décadas, desde os anos 1970 até 2015, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu revogar a exigência para carros de passeio. Na época, a justificativa foi a evolução tecnológica dos veículos, que resultou em sistemas mais seguros e menos propensos a incêndios.

Desde então, o equipamento deixou de ser obrigatório para automóveis de uso particular, mas continua exigido em veículos de transporte de carga, coletivos e escolares.

Argumentos a Favor do Retorno

Os defensores da obrigatoriedade ressaltam que o extintor pode ser crucial para evitar tragédias em situações de emergência. Confira os principais pontos:

1. Prevenção em Situações Críticas

Incêndios em veículos, embora menos comuns, ainda ocorrem e podem causar danos graves e fatais. O extintor é útil para controlar pequenos focos de incêndio antes que se espalhem.

2. Redução de Riscos em Falhas Mecânicas

Os números apontados pelo senador Braga sobre recalls de veículos sugerem que falhas mecânicas continuam sendo um problema. O extintor seria um recurso adicional para minimizar os impactos dessas ocorrências.

3. Custo Relativamente Baixo

Em comparação com outros itens obrigatórios, como airbags e sistemas ABS, o extintor apresenta um custo acessível e manutenção simples.

Argumentos Contrários à Obrigatoriedade

Por outro lado, entidades como a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) são contra o retorno do item obrigatório. Eis os principais argumentos:

1. Evolução Tecnológica dos Veículos

A tecnologia automotiva avançou significativamente, reduzindo os riscos de incêndios causados por problemas elétricos e mecânicos.

2. Ineficiência em Situações Graves

Especialistas afirmam que o extintor de incêndio é útil apenas em estágios iniciais de fogo. Quando as chamas se espalham, o equipamento se torna ineficaz.

3. Comparação Internacional

Em países como Estados Unidos, Alemanha e França, não há obrigatoriedade de extintores em veículos de passeio. Segundo os críticos, isso reforça que o item pode não ser essencial.

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Impactos para os Motoristas

Caso a proposta seja aprovada, os motoristas terão que arcar com a compra e manutenção do equipamento. Atualmente, os extintores ABC têm validade de cinco anos e requerem inspeções regulares para garantir sua funcionalidade.

Outro ponto de atenção é o aumento potencial no preço de veículos novos, já que fabricantes podem incluir o custo do extintor nos modelos vendidos.

O Papel da Educação no Uso do Extintor

Um dos desafios apontados por especialistas é a falta de conhecimento dos motoristas sobre como usar o extintor de maneira eficaz. Estudos mostram que muitos condutores não sabem operar o equipamento em situações de emergência, o que pode comprometer sua utilidade prática.

Campanhas de conscientização e treinamentos poderiam ser implementados para sanar essa lacuna e aumentar a eficácia da medida.

O Que Esperar do Debate no Senado

A proposta ainda precisa ser aprovada no Plenário do Senado e, posteriormente, sancionada para se tornar lei. O tema promete gerar discussões acaloradas, envolvendo argumentos técnicos, econômicos e de segurança.

Enquanto isso, motoristas e associações aguardam ansiosamente o desfecho dessa questão que pode impactar a vida de milhões de brasileiros.

Considerações finais

A possível volta do extintor de incêndio obrigatório nos carros reacende um debate sobre segurança, custos e eficiência. Embora o equipamento seja visto como um item adicional de proteção, sua real necessidade ainda divide opiniões.

Se aprovada, a medida representará mais uma mudança no Código de Trânsito Brasileiro, reforçando a importância da discussão pública em temas que afetam diretamente a sociedade.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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