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Nova lei de mobilidade divide opiniões entre parlamentares e condutores

Nova lei pode mudar o Código de Trânsito. Saiba se seu carro precisará ter extintor novamente. Veja tudo agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
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Um antigo item de segurança veicular está prestes a retornar ao centro das atenções no Brasil: o extintor de incêndio. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 159/2017, proposto pelo senador Eduardo Braga, reacende o debate sobre a obrigatoriedade do equipamento em veículos de passeio.

A proposta, que já foi aprovada em comissão e aguarda votação no Senado, modifica o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e divide opiniões entre especialistas, parlamentares e motoristas.

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O que diz o PLC 159/2017?

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Imagem: Freepik

Extintor tipo ABC pode se tornar obrigatório

O PLC 159/2017 determina a volta da obrigatoriedade do extintor de incêndio do tipo ABC em automóveis de passeio. Esse tipo de extintor é mais eficaz para combater incêndios causados por combustíveis sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos.

A legislação anterior, que obrigava o uso, foi modificada em 2015 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), tornando o item opcional para veículos de passeio.

Quais veículos seriam afetados?

Se aprovado, o projeto tornaria o extintor de incêndio obrigatório para:

  • Carros de passeio;
  • Veículos de carga;
  • Transporte coletivo de passageiros;
  • Automóveis de uso particular.

Veículos comerciais e de transporte público já mantêm a exigência, mas a nova lei estenderia essa obrigatoriedade a todo o público.

Por que a obrigatoriedade do extintor é tão controversa?

Avanços tecnológicos questionam a necessidade

Especialistas do setor automotivo e entidades como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) argumentam que os carros modernos já contam com uma série de inovações que minimizam significativamente o risco de incêndios. Entre essas inovações estão:

  • Sistemas elétricos mais seguros;
  • Utilização de materiais não inflamáveis;
  • Maior isolamento de cabos e combustível.

Esses fatores tornariam o extintor de incêndio um item obsoleto ou, no mínimo, dispensável para o uso diário.

Experiência internacional: o que outros países fazem?

A comparação internacional também pesa contra a obrigatoriedade. Na maioria dos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Japão, o uso de extintores de incêndio em veículos de passeio não é exigido por lei.

Isso fortalece o argumento de que a legislação brasileira, caso aprovada, pode caminhar na contramão da tendência global.

Argumentos a favor do retorno do extintor

Reação rápida em emergências

Os defensores da nova legislação destacam que, embora o risco de incêndio seja baixo, o extintor pode ser essencial nos primeiros segundos de um incidente, especialmente:

  • Curto-circuitos no painel;
  • Superaquecimento do motor;
  • Vazamentos de combustível com ignição.

Em todos esses casos, o uso imediato do extintor pode evitar tragédias maiores antes da chegada dos bombeiros.

Baixo custo e alto potencial de proteção

Outro argumento favorável à obrigatoriedade é o custo relativamente acessível do extintor, que varia entre R$ 60 e R$ 120, dependendo do modelo e do local de compra. Considerando o valor de um veículo, trata-se de um investimento baixo para uma proteção extra.

Reações no Congresso e entre motoristas

Senado dividido: segurança x eficiência

O debate no Senado reflete uma divisão clara entre os que enxergam a proposta como retrocesso burocrático e os que acreditam que nenhuma medida de segurança é exagerada.

Eduardo Braga, autor do projeto, afirma que “o extintor não pode ser tratado como um item opcional, e sim como ferramenta de socorro imediato”.

Motoristas opinam nas redes

Nas redes sociais e fóruns de discussão, os motoristas também estão divididos:

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  • Parte dos condutores aprova a medida como uma camada extra de segurança;
  • Outros veem como mais um gasto e burocracia desnecessária, que não resolve os problemas reais do trânsito brasileiro.

Como a nova lei pode impactar o motorista?

Mudanças no Código de Trânsito

Se sancionada, a nova regra incluirá novamente o extintor de incêndio entre os equipamentos obrigatórios do CTB. A ausência do equipamento poderá resultar em:

  • Multa por infração média (R$ 130,16);
  • Acréscimo de 4 pontos na CNH;
  • Possível retenção do veículo para regularização.

Fiscalização e prazo para adaptação

A proposta ainda não detalha um período de transição, mas é provável que o Contran estabeleça um prazo para que os motoristas se adaptem. O mais comum em legislações semelhantes é um período de 90 a 180 dias após a publicação oficial da lei.

Como acompanhar o andamento do projeto?

Lei
Imagem: Freepik

Acesse o site do Senado Federal

Cidadãos interessados em acompanhar o andamento do PLC 159/2017 podem acessar o site oficial do Senado Federal. Lá, é possível:

  • Ver o texto completo da proposta;
  • Consultar as últimas movimentações legislativas;
  • Ler pareceres técnicos e justificativas do projeto;
  • Participar de consultas públicas sobre a proposta.

Acompanhe pelo link: www.senado.leg.br.

Considerações finais

A proposta que retoma a obrigatoriedade do extintor de incêndio nos veículos de passeio traz à tona um debate importante sobre segurança viária e a real eficácia de medidas preventivas.

Com argumentos válidos em ambos os lados, a decisão do Senado deve equilibrar inovação tecnológica, legislação moderna e a preservação da vida. Seja qual for o resultado, a discussão serve como alerta para a importância da prevenção de acidentes e incêndios no trânsito brasileiro.

Imagem: Freepik

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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