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Usuários precisarão pagar para usar Facebook e Instagram sem anúncios

Facebook e Instagram terão versão paga sem anúncios no Reino Unido. Saiba quanto custa a assinatura e como funcionará. Leia mais!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A Meta anunciou um modelo de assinatura para Facebook e Instagram sem anúncios no Reino Unido. A novidade permitirá que usuários escolham entre manter o acesso gratuito às plataformas — com publicidade personalizada — ou pagar para navegar sem interrupções.

O recurso, que entra em vigor nas próximas semanas, é fruto de negociações com o Information Commissioner’s Office (ICO), órgão regulador britânico. Essa mudança representa mais um passo da empresa no debate sobre privacidade e uso de dados pessoais.

Continue a leitura e entenda como funcionará a nova versão paga, valores, diferenças em relação à União Europeia e os impactos para os usuários.

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Como funciona o Facebook e Instagram sem anúncios

Instagram
Imagem: Luiza Kamalova / Shutterstock

Os usuários britânicos acima de 18 anos receberão em breve uma notificação para escolher se querem ou não assinar o plano. A proposta segue o modelo “pagar ou consentir”, que dá duas alternativas:

  • Assinar para eliminar os anúncios personalizados.
  • Consentir com o uso de dados para manter o acesso gratuito.

Os preços foram definidos da seguinte forma:

  • £2,99 por mês (cerca de R$ 22) para pagamentos feitos no navegador.
  • £3,99 mensais (cerca de R$ 29) para pagamentos via celular, devido às taxas cobradas por Google e Apple.

Caso o usuário tenha contas de Facebook e Instagram conectadas, o pagamento único removerá anúncios de ambas. No entanto, será cobrada uma taxa extra de £2 ou £3 para eliminar publicidade em outros perfis vinculados à mesma Central de Contas.

Diferenças em relação à União Europeia

A proposta lembra uma iniciativa semelhante feita pela Meta na União Europeia, mas que acabou rejeitada pelas autoridades locais.

O plano europeu tinha valores mais altos — cerca de R$ 70 no pacote premium — e foi barrado por não oferecer uma terceira opção gratuita com menor coleta de dados para publicidade.

Além disso, a Meta já enfrentou multas na região por práticas anticompetitivas no Marketplace do Facebook e falhas de segurança que expuseram dados de usuários.

No Reino Unido, o formato foi aprovado após ajustes, com preços mais baixos e justificativa de maior clareza para o consumidor.

O que a Meta diz sobre a mudança

De acordo com comunicado oficial, a Meta pretende oferecer ao público “uma escolha clara sobre o uso dos dados para anúncios personalizados, sem abrir mão da valorização do acesso gratuito que sustenta a internet baseada em publicidade”.

A empresa defende que limitar as opções a modelos totalmente gratuitos poderia gerar uma “experiência pior” para os usuários, já que reduziria a receita necessária para manter os serviços.

O impacto da assinatura no uso das redes sociais

A chegada do Facebook e Instagram sem anúncios pode mudar a forma como as redes sociais se relacionam com seus usuários. Entre os pontos mais discutidos estão:

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  • Privacidade digital: usuários preocupados com coleta de dados terão mais controle.
  • Modelo de negócios: a assinatura pode abrir caminho para uma receita recorrente além da publicidade.
  • Acessibilidade: os valores podem ser considerados baixos em países desenvolvidos, mas ainda representam custo extra para quem já gasta com múltiplos serviços digitais.

Ainda não há informações sobre a expansão do modelo para outros países. Especialistas acreditam que a Meta adotará a assinatura apenas em locais com pressões regulatórias específicas, como no caso do Reino Unido.

O futuro do Facebook e Instagram sem anúncios

Celular que mostra as logos do Facebook, Mensenger, Instagram, WhatsApp e Oculus. Ao fundo, um notebook com a logo da Meta na tela
Imagem: mundissima/shutterstock.com

Apesar de ser uma medida restrita a um único mercado, a novidade acende discussões globais sobre privacidade, regulação e sustentabilidade das redes sociais.

Se por um lado a publicidade financia o acesso gratuito, por outro cresce a demanda por opções que deem mais controle sobre os dados pessoais. A assinatura pode ser vista como um meio-termo entre manter a gratuidade e oferecer alternativas pagas.

A decisão da Meta de lançar o Facebook e Instagram sem anúncios no Reino Unido marca um movimento estratégico diante de exigências regulatórias e da crescente preocupação com a privacidade digital.

Com planos a partir de £2,99, a empresa oferece aos usuários a chance de escolher entre pagar para evitar anúncios ou manter o modelo gratuito com publicidade personalizada. O impacto dessa mudança pode influenciar o futuro das redes sociais em diferentes mercados.

Com informações de: tecmundo

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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