A Justiça ordena a apreensão de bens de famosa cooperativa do Rio Grande do Sul. De acordo com a decisão da magistrada, o oficial de justiça deve recolher todos os bens que aparecem como garantia de um empréstimo feito no final do ano passado.
A Cooperativa Languiru foi fundada nos anos 50 por imigrantes europeus, hoje é a segunda maior do estado e tem mais de 500 produtos sendo vendidos no mercado nacional e internacional. Contudo, a empresa vem passando por uma série de problemas financeiros.
Notícias sobre o desequilíbrio econômico da Languiru começaram a aparecer em 2022 e continuam até hoje. Recentemente, a empresa enviou um e-mail a todos os credores informando sobre a venda de ativos do negócio com o objetivo de levantar capital e pagar os passivos.
Justiça manda apreender bens de cooperativa
Atualmente, a cooperativa possui dívida no valor de R$ 800 milhões com seus credores. Um deles é o “Passo Fundo RS Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Padronizados Aberto”, financeira que emprestou R$ 10 milhões para a empresa em novembro de 2022.
No contrato de empréstimo ficou estabelecido que os pagamentos começariam apenas em fevereiro de 2023. Assim, a primeira parcela venceu no dia 10 de fevereiro e foi paga corretamente pela Languiru. Entretanto, a segunda parcela (do dia 10 de março) não foi paga.
Com isso, a financeira entrou com o pedido de apreensão das garantias estipuladas em contrato. A juíza do caso considerou que a venda de ativos por parte da cooperativa colocava as garantias em risco e, por isso, acatou o pedido.
Bens apreendidos
A ordem da Justiça estipula que o oficial deve recolher produtos industrializados fabricados pela cooperativa, como corte de aves e suínos. Além disso, ela fala que os produtos perecíveis devem ser postos a venda, mas não determina como isso será feito.
Quanto ao local de onde ocorrerá a apreensão, o mandado determina qualquer uma das unidades da Languiru no Rio Grande do Sul.
imagem: Zolnierek / shutterstock.com
