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Famosa empresa com quase 50 anos de história pede recuperação judicial

Famosa empresa da serra gaúcha está pedindo recuperação judicial para conseguir reverter os danos da crise pós-pandemia! Entenda o caso.

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Imagem de um martelo de juiz com diversos livros ao lado, na parte superior está escrito "Recuperação judicial"

Com seus quase 50 anos de história, famosa empresa está passando por endividamentos e pedindo pelo processo de recuperação judicial. A moveleira Treboll Móveis com sede em Flores da Cunha, na serra gaúcha, entrou em processo de recuperação judicial.

Isso porque, a empresa tem mais de R$ 41,9 milhões em dívidas, principalmente para credores de instituições financeiras. De acordo com as informações do advogado Rogério Soares, o negócio não está bem com as contas em caixa.

O motivo? É principalmente devido à queda de exportações para o Reino Unido, que atualmente se encontra em um período de recessão – mas que representam cerca de 80% do faturamento do grupo.

Recuperação judicial de empresa famosa tem raiz na pandemia

Mesmo com o fim da pandemia, as consequências impactam até hoje, principalmente na economia. Por isso, a Treboll Móveis, realizando análises de curto prazo, decidiu entrar logo com o processo de recuperação judicial.

Isso se deve ao fato de que a empresa famosa não conseguiu identificar o momento em que o seu mercado fosse voltar ao normal e que seu faturamento voltaria a crescer. Outros motivos se devem também, ao aumento das taxas de juros e dos custos de matéria prima, transporte e mão de obra.

Entenda mais sobre a estratégia da empresa

Ainda de acordo com o pedido de recuperação judicial da empresa, os advogados da Treboll Móveis deixaram claro que sua queda de operações gerou ainda mais necessidade de capital de giro. Isso porque, apenas em 2021, consumiu cerca de R$ 3 milhões de recursos.

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No entanto, até este ano, o endividamento da empresa subiu para R$ 27 milhões. Por isso, ela entrou com o pedido para conseguir se reajustar para o fluxo do mercado, sem ter que abrir mão de seus trabalhadores ou de sua estrutura atual.

É válido ressaltar que, toda essa movimentação é por precaução e não por necessidade. Assim, a empresa está se precavendo. A Justiça, por outro lado, já aceitou o pedido de recuperação e a empresa famosa está com o prazo de 60 dias para apresentar seu plano de reestruturação.

Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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