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Faustão é o verdadeiro motivo para ‘guerra no Rio’ com ônibus queimados; entenda

Um dos principais milicianos do Rio, responsável pelo início da "guerra" e da queima dos ônibus, Faustão, foi morto nesta semana. Entenda.

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Vista do Rio de Janeiro

Matheus da Silva Rezende, ou Faustão, é um dos maiores nomes da milícia carioca e, também, o motivo para o início da “guerra” no Rio, com queima de ônibus e muitos confrontos. O miliciano morreu na última segunda-feira (23), durante operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Polinter e outras unidades.

O miliciano é sobrinho de Luis Antonio da Silva Braga, também conhecido como Zinho, criminoso que assumiu o controle da maior milícia do Rio de Janeiro, na Zona Oeste da cidade. A polícia da cidade considerava Faustão o segundo homem da hierarquia, já que era o chefe das rondas da milícia na Z.O.

Por que a morte de Faustão desencadeou a guerra no Rio e a queima dos ônibus?

Imagem de Faustão, miliciano morto no Rio, que incitou a guerra e a queima dos ônibus
Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Nesta segunda-feira, após a polícia executar Faustão, a milícia começou uma ofensiva como retaliação. Por isso, nas regiões em que Zinho atua (Santa Cruz, Campo Grande e Paciência), principalmente, houve uma troca intensa de tiros.

Além disso, os milicianos atearam fogo em mais de 35 ônibus – sendo 20 do município e 5 BRTS, além de outros 4 caminhões. Uma estação do BRT também foi incendiada. Por conta disso, diversos pontos da cidade ficaram sem acesso ou interditados, a fim de cessar o fogo.

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Como citado acima, Faustão era uma peça importante no crime organizado do Rio de Janeiro. A Polícia Civil afirma que, há pelo menos 3 meses, ele negociava e aumentava a relação da milícia com a maior facção do estado, o Comando Vermelho.

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Ele também estava sendo investigado pela morte de 20 pessoas, além de planejar a morte do ex-vereador, Jerônimo Guimarães Filho. Faustão, cuja morte deu início à guerra no Rio, era o “chefe presencial” da organização de Zinho. Isso porque seu tio não é visto nas comunidades com frequência.

Segundo as apurações da Polícia Federal, ele é um dos poucos que possui acesso direto ao tio. Por isso, consideravam-no uma das principais lideranças da quadrilha.

Imagem: T photography/shutterstock.com

Amanda Sampaio

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Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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