Com a crise nos cinemas causada pela pandemia do novo coronavírus, que levou ao fechamento das salas no Brasil, muito se especula sobre um eventual aumento nos preços do ingressos para compensar os meses de prejuízo. Recentemente, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) inclusive abriu uma consulta pública sobre a obrigatoriedade da meia-entrada e seus impactos no mercado. Contudo, o Ministério da Economia já se posicionou sobre o assunto e quer o fim da meia-entrada em cinemas e eventos culturais. Confira mais detalhes nessa matéria!

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Meia-entrada no Brasil

Entre todos os ingressos de cinema vendidos no país em 2019, aproximadamente 80% tiveram preço de meia-entrada. De acordo com a Ancine, o percentual de entradas com preço integral vendidas cai há 3 anos. Tais dados constam no Sistema de Controle de Bilheteria (SBC), que inclui informações de mais de 3000 salas de cinema em todo o Brasil. As meias-entradas são categorizadas em legais (quando estabelecida por lei), promocionais (caso de parcerias com bancos ou empresas de telefonia) e cortesias (ou seja, quando a entrada é gratuita).

Conforme esses dados, cerca de 60% das meias-entradas oferecidas no ano passado estavam relacionadas a alguma lei de meia-entrada vigente no Brasil. Existem 3 leis federais que concedem meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, idosos e pessoas com deficiência. Segundo a Ancine, 96,6 milhões de brasileiros estão incluídos nesses grupos, ou seja, praticamente metade da população do país.

Além disso, existem também leis municipais e estaduais que aumentam a abrangência da meia-entrada. Em algumas cidades e estados, professores da rede estadual ou municipal pagam menos. Também há casos em que doadores de sangue ou medula, portadores de câncer, servidores públicos e membros de sindicatos tem direito à meia-entrada.

Ministério da Economia quer o fim da meia-entrada

Embora as leis de meia-entrada sejam bastante abrangentes, muitas pessoas e instituições não concordam com essa política pública e querem o fim da meia-entrada. De acordo com a Ancine, a meia-entrada encarece o ingresso de cinema para o público que não tem direito ao benefício; afinal não há nenhuma lei prevendo o repasse de recursos da União, de estados ou dos municípios. Ademais, muitas vezes é justamente o público mais carente, das classes C e D, que não tem direito ao benefício, pois são grande parte dessa população não tem acesso ao Ensino Superior.

Conforme a Ancine, “nesse aspecto, a política de meia-entrada, se focalizada em baixa renda, teria o potencial de estimular a ampliação do consumo de cinema para parcela da população que enfrenta maiores barreiras.”

O Ministério da Economia concorda com a análise da Ancine e defende o fim da meia-entrada. De acordo com o Ministério, a ideia de meia-entrada é enganosa, pois leva a um aumento no preço dos ingressos e a uma cobrança ainda maior para a população que paga a entrada inteira.

Em uma consulta pública aberta pela Ancine, a instituição não expõe sua opinião para solucionar o problema da meia-entrada. Sendo assim, são apresentadas 3 possíveis alternativas: manter as regras atuais, diminuir o alcance do benefício ou então decretar o fim da meia-entrada. A consulta pública pode ser acessada nesse link e estará aberta para opiniões do público até 13 de agosto.

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Imagem destacada: hxdbzxy / Shutterstock.

Sobre o Autor

Jadre Marques Duarte Junior

Redator-chefe

Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por marketing, comunicação e finanças, possuo mais de 8 anos de experiência na área de T.I. aplicada a serviços financeiros.

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