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Fim do desemprego no Brasil? Governo abre milhares de vagas em concursos públicos

Repetindo a ação do mês de junho, o governo federal anunciou a autorização de mais de 3 mil vagas para novos concursos públicos. Saiba mais!

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Pessoa prestando prova após Em 2023, o Brasil testemunhou um déficit primário recorde de R$ 230,5 bilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Dessa maneira, esse resultado marca o sexto ano consecutivo em que as contas do governo central, englobando o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, encerram no vermelho. O déficit primário, um indicador crucial da saúde fiscal de um país, ocorre quando os gastos governamentais ultrapassam a arrecadação de impostos e contribuições especiais. Vale ressaltar que o pagamento de juros da dívida pública não é contemplado nesse cálculo, destacando a importância desse indicador como reflexo direto da capacidade do governo em equilibrar suas receitas e despesas. Projeções e expectativas do Governo Lula No ano de 2023, o cenário fiscal brasileiro revelou um déficit orçamentário que surpreendeu as projeções iniciais. Contrariando a expectativa estabelecida no Orçamento, que antecipava um déficit de até R$ 228,1 bilhões, os registros indicaram um resultado negativo ainda mais expressivo. Esse descompasso foi acentuado em relação à última projeção de novembro, que já apontava um cenário desafiador com um déficit de R$ 177,4 bilhões. Imagem: rafastockbr / shutterstock.com Adicionalmente, o resultado deficitário de 2023 ultrapassou a chamada "meta informal" estabelecida pelo governo no início do ano. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia declarado em janeiro que a expectativa era manter o déficit abaixo de R$ 100 bilhões, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Principais causas do déficit record De acordo com o Tesouro, o déficit recorde foi causado principalmente pelo pagamento de precatórios – títulos de dívida decorrentes de decisões judiciais definitivas. Em 2023, foram pagos aproximadamente R$ 92,4 bilhões em precatórios, em consonância com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte determinou que a União quitasse a dívida com precatórios acumulada em 2022 por causa da "PEC dos Precatórios", que limitou tais despesas. Assim, sem considerar o pagamento extraordinário das dívidas judiciais, o déficit do governo em 2023 seria de R$ 138,1 bilhões, o que representa 1,27% do PIB. Contudo, para 2024, o governo busca alcançar a meta de zerar o déficit, buscando um equilíbrio entre receitas e despesas. As futuras decisões de políticas fiscais e aquelas voltadas para o controle de despesas serão decisivas para atingir esta meta.divulgação da prefeitura do edital do concurso público em sala de aula, enquanto marca gabarito de respostas.

Durante sua campanha presidencial do ano passado, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu suprir as carências do serviço público do país. Comprometeuo-se, assim, com o preenchimento de vagas por novos servidores. Como resultado dessa promessa, o governo já anunciou mais de 9 mil vagas em concursos público apenas este ano. 

O anúncio feito nesta terça-feira (18/07), pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, revela que as novas vagas contemplarão 20 órgãos. Além disso, essas vagas custarão R$1,15 bilhão para o governo federal. Veja mais sobre isso a seguir. 

Vagas liberadas

No mês de junho deste ano, Dweck havia feito o anúncio da autorização de 4,4 mil vagas para concursos públicos em 20 órgãos do governo. Agora, a autorização foi para 3.026 vagas, das quais 2.480 são direcionadas para novos certames e 546 serão de nomeações de concursos já realizados. 

Os órgãos que poderão aplicar novas provas envolvem diversos institutos e agências reguladoras, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central, o Tesouro Nacional e o Ministério da Justiça. Adicionalmente, é importante mencionar que os salários para os cargos nesses órgãos poderão chegar a R$21 mil. 

Cabe ressaltar que, após um pedido de Lula para a autorização e mais vagas para as áreas de políticas sociais e meio ambiente, o último anúncio contemplou mais órgãos desses setores. Além da criação de novas vagas, eles também receberam autorização para a nomeação de candidatos aprovados em concursos anteriores.

Concursos de nível médio transformados em superior

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A ministra Esther Dweck realizou não apenas o anúnicio de novas vagas , mas também comunicou outras importante mudanças. Entre elas, destaca-se que haverá a transformação de 13,4 mil vagas de ensino médio em 8,9 vagas que exigem nível superior, além da criação de postos para concursados em cargos comissionados. 

De acordo com a ministra, essa transformação das vagas é necessária. Diante disso, ela explica que muitos órgãos enfrentam falta de espaços disponíveis para posições que exigem ensino superior. Como exemplo de alguns desses órgãos temos o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Imagem: Panitanphoto / Shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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