O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) alcançou um marco histórico em 2024, com a celebração de 698.582 financiamentos de unidades habitacionais, o maior número registrado nos últimos 11 anos. Esse número impressionante foi divulgado pelo Ministério das Cidades e reflete a forte recuperação e os esforços do governo federal para expandir o acesso à casa própria no Brasil, especialmente por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Minha Casa, Miha Vida: financiamento pelo FGTS bate recorde
O programa Minha Casa, Minha Vida teve um aumento recorde de financiamento no FGTS em 2024, impulsionando o setor imobiliário. Saiba mais!
A importância do FGTS e os resultados de 2024

Em 2024, o FGTS foi responsável pelo financiamento de 605.538 unidades habitacionais do total, representando uma contribuição significativa para o aumento dos financiamentos. Além disso, o governo também aplicou subsídios da União em 93.044 unidades, ampliando as opções de acesso à moradia para diferentes faixas de renda.
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De acordo com o Ministério das Cidades, aproximadamente 40% dos contratos foram direcionados a famílias de baixa renda, que possuem uma renda de até R$ 2.840,00 mensais, uma das prioridades do programa para garantir a inclusão social e reduzir o déficit habitacional no Brasil.
O desempenho do programa e a meta para 2026
Somando os números de 2023, quando 490 mil unidades foram financiadas, o governo federal já ultrapassou a marca de 1,1 milhão de financiamentos desde o início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A meta do governo é chegar a 2 milhões de unidades habitacionais financiadas até 2026, com uma projeção otimista de 2,3 milhões, como afirmou o ministro Jader Filho durante participação no G20 em novembro.
Essa meta audaciosa visa combater o déficit habitacional no Brasil, proporcionando moradias dignas para milhões de brasileiros e gerando um impacto positivo na economia local, ao criar empregos e movimentar o setor da construção civil.
Ampliação do programa e novos investimentos
O Minha Casa, Minha Vida foi recriado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de 2023, com uma versão reformulada e com subsídios aumentados. O programa também ajustou os limites de renda familiar para garantir que mais famílias possam ser contempladas com o financiamento da casa própria.
O Ministério das Cidades também anunciou a habilitação de 391 municípios em 24 estados para propor projetos habitacionais, com a expectativa de construir 26.385 novas moradias, financiadas por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As novas unidades habitacionais devem seguir critérios rigorosos de localização e infraestrutura, garantindo que os moradores tenham acesso a saneamento básico, energia elétrica, escolas, hospitais e transporte público.
O impacto do programa
O recorde de financiamentos também reflete uma forte movimentação no setor imobiliário, com destaque para as vendas e lançamentos de imóveis. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revelou que houve um crescimento de 25% no volume de crédito imobiliário em comparação ao ano anterior.
De acordo com o presidente da Abecip, Sandro Gamba, 2024 foi considerado o melhor ano da história do setor, devido à resiliência do mercado e à recuperação da economia. O aumento da renda real dos consumidores também foi apontado como um fator chave para o sucesso dos financiamentos habitacionais.
O papel do FGTS no financiamento imobiliário
O FGTS tem sido um dos principais motores do crédito imobiliário, com destaque para o financiamento da casa própria. De acordo com a Abecip, as operações de crédito realizadas por meio do FGTS somaram R$ 312,4 bilhões em 2024, impulsionando o setor de maneira significativa.
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) também teve um papel relevante no crescimento do mercado imobiliário, registrando um crescimento de 22%, especialmente nos imóveis usados. No entanto, a elevação da taxa de juros (Selic) ainda é uma preocupação para o setor, com impactos no custo do financiamento, embora a demanda tenha permanecido forte.
Expectativas para o setor imobiliário em 2025
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O cenário para 2025 aponta para uma desaceleração no ritmo de crescimento do financiamento imobiliário, com uma previsão de redução de 10% no volume de empréstimos, refletindo a alta da taxa de juros e a diminuição na disponibilidade de crédito.
A Abecip estima que o financiamento via FGTS deve crescer apenas 1%, totalizando R$ 126,8 bilhões, enquanto o volume total de empréstimos deve atingir cerca de R$ 282 bilhões. A diversificação das fontes de financiamento, como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), deve continuar a desempenhar um papel importante no setor nos próximos anos.
Valorização dos imóveis e impacto no mercado

Em relação aos preços dos imóveis, o mercado também registrou uma valorização acima da inflação em quase todas as cidades brasileiras. Segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) da Abecip, os preços dos imóveis subiram 12,7% em 2024, superando o IPCA, que foi de 4,83%.
Esse aumento nos preços reflete a absorção saudável do estoque de imóveis e a forte demanda, que começou a crescer durante a pandemia e continua a influenciar o mercado.
Considerações finais
O programa Minha Casa, Minha Vida tem se mostrado fundamental para a redução do déficit habitacional no Brasil e, com os números recordes de 2024, o governo federal segue avançando em suas metas para garantir o acesso à moradia para milhões de brasileiros.
O impacto positivo no mercado imobiliário e a valorização dos imóveis demonstram a importância do programa na economia do país, embora desafios, como a alta da taxa de juros, ainda precisem ser superados para manter o ritmo de crescimento no futuro.
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