Uma operação de fiscalização realizada pelo Ministério Público e o Procon Estadual resultou na identificação de graves irregularidades em sete dos dez postos de combustíveis inspecionados.
Fiscalização em Campina Grande autua postos e fecha revenda de gás
Sete postos de combustíveis foram autuados por irregularidades, incluindo etanol fora do padrão, ausência de para-raios e mais. Veja o que diz o MP-Procon.
A ação teve como objetivo verificar a qualidade do combustível, a precisão nas bombas de abastecimento e o cumprimento das normas de segurança e transparência exigidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além de inconsistências na estrutura dos estabelecimentos, como a ausência de para-raios e informações incompletas sobre combustíveis, a fiscalização também encontrou um depósito clandestino de gás GLP, que foi imediatamente interditado.
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Objetivos da ação: segurança e proteção ao consumidor

De acordo com o Ministério Público, a operação buscou garantir a segurança dos consumidores, a regularidade na comercialização dos combustíveis e a preservação do meio ambiente, setores altamente sensíveis e frequentemente alvos de fraudes ou práticas negligentes.
Segundo o promotor Osvaldo Lopes, diretor do MP-Procon, a ação faz parte de um esforço contínuo de fiscalização e educação dos fornecedores.
“O mercado de combustíveis é extremamente sensível e demanda atenção permanente para que se possa garantir a proteção do consumidor e do meio ambiente”, declarou.
Irregularidades encontradas nos postos de combustíveis
Sete dos dez postos inspecionados foram autuados
Entre os problemas identificados nos estabelecimentos fiscalizados, os mais comuns foram:
- Falta de sistema para-raios, item obrigatório para segurança da operação
- Ausência de informações claras e visíveis sobre o preço e a procedência do etanol e da gasolina
- Desorganização documental, incluindo falta de licenças atualizadas
- Equipamentos de segurança em condições inadequadas ou ausentes
Qualidade do etanol sob suspeita
Em um dos postos, uma amostra de etanol foi coletada para análise após o combustível apresentar características fora do padrão exigido pela ANP. A irregularidade pode representar riscos ao desempenho dos veículos e à saúde ambiental, além de configurar prática abusiva contra o consumidor.
O resultado da análise laboratorial determinará se o posto será multado, interditado ou convocado para adequações imediatas.
Bombas de abastecimento estavam dentro do padrão
Apesar das falhas detectadas, a fiscalização não encontrou irregularidades na medição das bombas. Isso significa que os consumidores não estavam sendo lesados em relação à quantidade de combustível entregue, um dos itens mais frequentemente fraudados em operações anteriores da ANP.
A conformidade nesse item reforça a importância de fiscalizações constantes, que funcionam como mecanismos de inibição para práticas desonestas.
Revenda clandestina de gás GLP é interditada
Um dos pontos mais críticos da operação foi a descoberta de um depósito clandestino de gás de cozinha (GLP). O local funcionava sem registro e sem as mínimas condições de segurança exigidas por lei, representando risco iminente de explosão ou vazamento.
Condições do local
- Sete botijões de gás armazenados ao lado de garrafões de água mineral
- Ausência de ventilação adequada
- Não havia sinalização de risco
- Sem extintores de incêndio visíveis
Diante da gravidade da situação, a ANP determinou interdição imediata da revenda, exigindo a devolução dos botijões ao fornecedor original no prazo de 48 horas.
Penalidades e prazos para defesa
As empresas autuadas terão dez dias úteis para apresentar defesa. Caso confirmadas as irregularidades, os estabelecimentos poderão ser punidos conforme determina:
- O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990)
- A Lei Complementar Estadual nº 126/2015
- A regulamentação da ANP sobre segurança e transparência
As sanções vão de advertências formais até multas expressivas e interdições parciais ou totais das operações.
A importância da fiscalização preventiva
O Ministério Público reforçou que o objetivo principal da operação não é apenas punir, mas também educar o mercado e prevenir riscos maiores. A fiscalização busca:
- Evitar acidentes com produtos inflamáveis e explosivos
- Garantir que o consumidor receba um produto de qualidade
- Reduzir danos ao meio ambiente
- Inibir a atuação de estabelecimentos clandestinos
A cooperação entre órgãos como o MP, Procon, ANP, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária é essencial para cobrir todos os aspectos legais e técnicos de estabelecimentos que operam com combustíveis e derivados.
Riscos da venda de combustível irregular
A comercialização de combustível fora dos padrões pode gerar consequências graves:
Para os consumidores
- Danos ao motor do veículo
- Aumento do consumo
- Riscos de incêndio
- Perda de garantia de fábrica
Para o meio ambiente
- Contaminação do solo e lençol freático
- Emissões poluentes acima do permitido
- Comprometimento de áreas de preservação
Como o consumidor pode se proteger?

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1. Verifique a transparência no painel de preços
Postos são obrigados a expor:
- Preço por litro
- Origem do combustível
- Bandeira da distribuidora
2. Exija nota fiscal
A nota é o principal documento que comprova a compra e pode ser usada em casos de reclamação.
3. Desconfie de preços muito baixos
Valores muito abaixo da média regional podem indicar combustível adulterado ou de origem duvidosa.
4. Observe a infraestrutura do posto
Locais com aparência precária, ausência de equipamentos de segurança ou funcionários despreparados devem ser evitados.
5. Denuncie irregularidades
Em caso de suspeita, denuncie ao Procon, ANP ou Ministério Público. A denúncia pode ser feita anonimamente.
O que diz a ANP sobre a segurança em revendas de gás?
A ANP exige que toda revenda de gás GLP atenda a critérios mínimos, entre eles:
- Local adequado e ventilado
- Licença de funcionamento atualizada
- Separação entre itens inflamáveis e produtos alimentícios
- Equipamentos de combate a incêndio
O não cumprimento dessas normas coloca em risco a vida de moradores e consumidores e configura crime contra a ordem econômica e segurança pública.
Considerações finais
A operação de fiscalização coordenada pelo MP-Procon revelou um cenário preocupante no mercado de combustíveis e gás GLP, com sete postos autuados por irregularidades e a interdição de uma revenda clandestina de gás.
Os resultados reforçam a necessidade de fiscalizações regulares, especialmente em setores que lidam com produtos inflamáveis e de alta rotatividade, como combustíveis e gás de cozinha.
Para o consumidor, o alerta permanece: observar sinais de irregularidade, denunciar práticas suspeitas e valorizar o direito à segurança e à informação adequada são atitudes fundamentais para evitar prejuízos e garantir a proteção de todos.
