Na última segunda-feira (21) a PaGol, entrou em operação uma fintech criada pela fundadora da Gol. Assim, a fintravel, como foi chamada, oferecerá soluções de crédito para quem deseja viajar com a companhia aérea. Além disso, essa é uma alternativa para compra e venda de milhas da Smiles, outra empresa do grupo.
Fundadores da Gol apostam em ‘milhasback’ na conta PaGol
Confira a nova ferramenta PaGol que permitirá que os clientes ganhem milhas de forma rápida e fácil por meio da assinatura de um plano.
Dessa forma, a PaGol segue um movimento de mercado que já é observado e bem-sucedido no setor de varejo, em que as empresas criaram suas próprias fintechs para adaptar a oferta de crédito em um modelo que faça mais sentido ao negócio. Algumas dessas empresas são a Magalu e a Riachuelo.
“Milhasback”
Primeiramente, a nova ferramenta é fácil de usar, isto é, os consumidores ganharão uma milha da Smiles por dia a cada R$ 50 depositados na conta digital da PaGol, destacou Ravel Lage, CEO da empresa.
Assim, os clientes que desejam acelerar os ganhos podem optar por um plano mensal, que turbinaria a captura de milhões. Já em situações normais, a cada R$ 20 gastos em débito, tem-se uma milha, ao passo que no programa de assinatura essa proporção cai para R$ 10 para uma milha. O plano terá o valor de R$ 39 por mês.
“O milhasback nasceu naturalmente, é uma demanda que nós já conhecíamos. A dificuldade estava em financiar isto até acharmos o modelo”, destaca o CEO. Assim, os cálculos da fintech apontam que um assinante que seja usuário da PaGol ganhará milhas suficientes para viajar a cada 12 meses.
Há, ainda, a possibilidade de comprar e vender milhas Smiles, o que faz a empresa disputar parte de um mercado milionário que já conta com grandes players, como a 123milhas. Portanto, para o próximo ano, a fintech também oferecerá cartão de crédito e financiamentos aos clientes.
Além disso, outras maneiras de milhasback também têm sido estudadas, como para quem paga boleto ou faz Pix através da plataforma.
Metas
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A PaGol tem metas agressivas para o primeiro ano de operação. Depois da autorização do Banco Central até o começo das atividades, passou-se pouco mais de um ano de desenvolvimento do produto.
Desse modo, com o sistema funcionando, a empresa tem o objetivo de faturar R$ 200 milhões em seu primeiro ano e R$ 500 milhões para os 12 meses seguintes. Portanto, ao final desse ciclo, espera-se que cerca de cinco milhões de clientes estejam usando a plataforma. Para o crédito, a meta é conseguir uma carteira de R$ 1 bilhão em cinco anos.
Imagem: Matheus Obst / Shutterstock.com
