Caso do furto de picanha em supermercado ocorrido em 2022 ganha novo desdobramento. Em acordo firmado na Justiça, a companhia precisará pagar R$ 6,5 milhões por torturar clientes. O fato aconteceu em outubro de 2022, em uma unidade da rede Unisuper, em Canoas, Rio Grande do Sul.
Furto de picanha: supermercado terá que pagar R$ 6,5 milhões após torturar clientes
Caso do furto de picanha tem novo desdobramento. O Supermercado precisará pagar R$ 6,5 milhões por torturar clientes. Entenda!
Na ocasião, seguranças do estabelecimento levaram dois homens ao depósito do supermercado e torturaram a dupla por cerca de 45 minutos. A motivação dos seguranças seria um suposto furto de picanha, em que dois pacotes de R$ 100 foram roubados. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre o caso.
Supermercado deve pagar valor milionário por caso do furto de picanha em que clientes foram torturados

Durante a situação, os homens devolveram as mercadorias aos seguranças, porém mesmo assim foram espancados. Com ferimentos graves, um deles precisou ir até ao hospital. O caso resultou em 7 pessoas indicadas por tortura, além de 5 responsabilizadas pelo crime de extorsão mediante sequestro, uma vez que somente após o pagamento as vítimas conseguiram liberação.
Dessa forma, em recente decisão, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul firmou um acordo. Ficou estabelecido que a rede de supermercados deve, então, desembolsar R$ 6,5 milhões. Iniciativas de combate à violência, tortura, discriminação e insegurança alimentar receberão o valor em questão.
Veja também:
Lista de novos beneficiários do Bolsa Família é divulgada; confira
O dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública, Rafael Magagnin, destaca que o trato tem como intuito encontrar formas para compensar o erro causado.
O que diz o supermercado?
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Em nota, a rede de supermercado Unisuper comentou o caso de furto da picanha. Por fim, a companhia afirmou comprometer-se com a adoção de medidas que impeçam que situações de tortura ou algo similar voltem a acontecer. Confira o comunicado a seguir:
“A Rede UniSuper reafirma o seu compromisso com o respeito à vida, à coletividade e aos valores éticos e morais que sempre marcaram a trajetória das famílias supermercadistas que, há 23 anos, construíram a nossa empresa. Cientes do papel social que exercemos, não mediremos esforços para cumprir os termos estabelecidos no acordo. Estamos comprometidos com a construção de sólidos procedimentos para que situações como essa jamais voltem a acontecer e, principalmente, para que tenhamos uma sociedade mais justa para todos”.
Imagem: Leitenberger Photography / shutterstock.com
