A operadora de telefonia Oi voltou a preocupar as instituições financeiras brasileiras após anunciar um novo pedido de recuperação judicial. Ou seja, a empresa está com sinal vermelho no mercado desde 14 de dezembro de 2022, quando a Justiça decretou que a Oi havia cumprido as obrigações com o primeiro pedido de recuperação.
Futuro da Oi é aguardado por bancos brasileiros com cautela
Veja como está a recuperação judicial da empresa e porquê o mercado começou a se preocupar novamente com a OI!
Contudo, os ativos da empresa (OIBR3 e OIBR4) na Bolsa de Valores tiveram uma forte queda no último mês, o que obrigou a empresa a pensar em outra maneira de proteger seus credores.
Novo pedido de recuperação judicial é justificado pela Oi devido a risco grave
De acordo com a liminar presente na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Oi alega “risco iminente de dano irreparável” e procura “suspender a exigibilidade de certas obrigações assumidas”. Em outras palavras, há um movimento, que preocupa os bancos brasileiros, relacionado à possibilidade de a Oi não quitar suas dívidas.
No novo requerimento, o conteúdo informa ainda que “infelizmente, diversos fatores imprevisíveis, não controláveis, e a sua situação econômico-financeira atual tornaram imprescindível recorrer à proteção judicial para implementar nova etapa de sua reestruturação e garantir a preservação da empresa, enquanto grande geradora de empregos e renda”.
Preocupação do mercado é a preferência da OI pelos credores, e não acionistas
Para os especialistas do mercado financeiro, a preocupação com a nova recuperação judicial da Oi é porque, com a medida, a empresa pode ter maior foco nos credores. Em outras palavras, os acionistas seriam prejudicados no momento da distribuição dos dividendos.
Por isso, existe também a expectativa de que os próprios credores apresentem um plano de reestruturação da companhia. Dessa forma, eles podem acompanhar de perto quais os lucros ou prejuízos que a empresa pode ter nos próximos anos.
Situação das Americanas aumentou a atenção com a Oi
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Após o rombo bilionário das Americanas, a tendência é que os acionistas de empresas de grande porte fiquem atentos a movimentações que possam ter grande impacto na B3, por exemplo, o da Oi. Afinal, o processo da empresa, que corre em segredo de Justiça, aponta mais de R$ 29 bilhões em dívidas.
Por fim, o diretor da Comissão de Recuperação de Empresas e Falência do Conselho Federal da OAB, Filipe Denk, reforça que a Oi teve um aditivo em sua primeira recuperação fiscal em outubro de 2020. Ou seja, há a chance de o novo pedido de recuperação judicial ser indeferido pelo prazo não ter superado 5 anos, conforme determina a lei.
Imagem: Fernando Dias Fotografia / Shutterstock.com
