O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu a implantação de impostos em e-commerces. Dessa forma, ele apoia o plano de conformidade do Ministério da Fazenda, que vista aumentar os impostos em importações.
Geraldo Alckmin defende inclusão de impostos no comércio eletrônico
Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, voltou a comentar sobre a necessidade de taxação de e-commerces internacionais. Veja!
De acordo com o vice-presidente, “é dever do governo promover a concorrência legal. A importação de produtos sem pagar imposto chega a quase R$ 70 bilhões, é quase 1% do PIB. Prejudica não só o comércio instalado, prejudica a indústria brasileira também”, ressaltou Geraldo Alckmin.
Assim, tudo indica que, a partir de agora, o plano de conformidade do ministro da Fazenda, Fernando Haddad prosseguirá com a cobrança de impostos das plataformas de comércio eletrônico internacional.
Saiba mais sobre a cobrança dos e-commerces
Geraldo Alckmin ainda deixou claro que tanto o Ministério da Fazenda quanto a Receita Federal irão agir para regulamentar as plataformas varejistas – como, por exemplo, a Shein, Shopee e AliExpress.
Dessa forma, estão focados em descobrir como vão taxar essas empresas e rastrear os pedidos que chegam ao Brasil pelos Correios. A ideia, com isso, é combater a entrada fraudulenta de remessas de empresas estrangeiras.
De acordo com o presidente do Instituto do Desenvolvimento do Vareja, Jorge Gonçalves Filho, com quem Geraldo Alckmin se reuniu nesta quarta-feira, o vice-presidente ainda afirmou que o plano de conformidade está em suas vias finais, alegando que ele deverá “entrar” no próximo dia 1º de julho.
No entanto, com essa fala, não ficou claro se será a apresentação do texto ou se é quando a sua publicação será feita e ele passará a valer.
Geraldo Alckmin também comentou sobre arcabouço fiscal
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O texto do arcabouço fiscal, que está tramitando no Senado, está com altas expectativas de ser aceito. De acordo com o vice-presidente, tudo parece caminhar bem. Omar Aziz (PSD-MG), relator do texto, deve se reunir com o Ministério da Fazenda para apresentação de seu parecer.
Contudo, a expectativa central do governo, de acordo com Geraldo Alckmin, é conseguir a aprovação do marco fiscal sem alterações, para evitar que ele volte a tramitar na Câmara dos Deputados.
Imagem: BW Press / Shutterstock.com
